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Quem é Raúl Castro, símbolo da Revolução Cubana indiciado por homicídio pelos EUA

Presidente de Cuba reagiu à medida, que aprofunda crise diplomática entre os dois países

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, foi indiciado por homicídio pelo governo dos EUA, com julgamento previsto em território americano.
  • A acusação se refere a ataques em 1996 que resultaram na morte de quatro pessoas de um grupo humanitário considerado terrorista por Cuba.
  • Raúl, figura central da Revolução Cubana, comandou as Forças Armadas e ocupou a presidência de 2008 a 2018, promovendo reformas econômicas limitadas.
  • Sua liderança e a reaproximação diplomática com os Estados Unidos em 2014 marcaram sua trajetória, embora muitos avanços tenham sido revertidos posteriormente por Trump.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Irmão de Fidel, Raúl Castro deixou presidência de Cuba em 2018 Reprodução/Instagram/@presidenciadecuba

O governo dos Estados Unidos indiciou o ex-presidente de Cuba Raúl Castro, de 94 anos, por homicídio. O líder cubano será julgado em território americano, em uma medida que aprofunda a crise diplomática entre os dois países.

De acordo com a acusação, Raúl teria autorizado, em 1996, ataques contra aeronaves de uma organização humanitária considerada terrorista pelo regime cubano. A ação deixou quatro mortos. Além do homicídio, o ex-líder cubano responde por conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves.


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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu às acusações e afirmou que o processo faz parte de uma “manobra política” promovida pelos EUA e sem respaldo jurídico. “Trata-se de uma ação política, sem qualquer fundamento legal, que busca apenas reforçar a narrativa que estão fabricando para justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba”, afirmou ele nas redes sociais.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a decisão como uma “libertação” de Cuba. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, por sua vez, afirmou em um vídeo divulgado em espanhol que o regime cubano teria enriquecido às custas da população da ilha.


Rubio também anunciou uma oferta de ajuda humanitária para Cuba equivalente a cerca de R$ 500 milhões.

A acusação contra Raúl aumenta os temores de uma ação militar dos Estados Unidos semelhante à operação que levou o então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, a ser capturado e transferido para Nova York, em janeiro, para responder à Justiça americana.


Em caso de condenação em um eventual julgamento, Raúl poderá enfrentar penas severas. Pelo crime de homicídio, a legislação americana prevê prisão perpétua ou pena de morte. Já a acusação de conspiração para matar cidadãos americanos também pode resultar em prisão perpétua. No caso de destruição de aeronaves, a pena pode chegar a cinco anos de prisão por cada avião atingido.

Quem é Raúl Castro?

Natural de Birán, no leste de Cuba, Raúl Modesto Castro Ruz é uma das figuras mais importantes da história recente da ilha.


A sua trajetória política começou ainda na juventude, quando se aproximou de movimentos de esquerda e participou do ataque ao quartel Moncada, em 1953, episódio considerado um dos marcos iniciais da Revolução Cubana.

Anos depois, ao lado do irmão, Fidel Castro, e de Che Guevara, integrou a expedição do iate Granma, que deu início à guerrilha na Sierra Maestra e culminou na queda do ditador Fulgencio Batista, em 1959.

Com a vitória da Revolução Cubana, Raúl assumiu o comando das Forças Armadas Revolucionárias, cargo que ocupou por quase 50 anos. Ao longo desse período, consolidou sua influência dentro do aparato militar e se tornou o principal aliado político de Fidel.

Em 2006, passou a comandar Cuba interinamente após o agravamento do estado de saúde do irmão e foi oficializado presidente dois anos depois. Durante o governo, promoveu reformas econômicas limitadas, como a ampliação do trabalho privado, a flexibilização das regras migratórias e a autorização para compra e venda de imóveis e automóveis.

Um dos momentos mais marcantes de sua liderança ocorreu em 2014, quando Raúl anunciou, ao lado do então presidente americano, Barack Obama, a reaproximação diplomática entre os dois países após mais de meio século de hostilidade.

O acordo permitiu a reabertura das embaixadas, ampliou as viagens entre Cuba e EUA e culminou na visita de Obama a Havana, em 2016 — a primeira de um presidente americano à ilha desde a Revolução Cubana. Parte desse processo, no entanto, acabou sendo revertida após a chegada de Trump à Casa Branca.

Raúl deixou a presidência em 2018, quando transferiu o cargo para Miguel Díaz-Canel. Três anos depois, ele deixou o comando do Partido Comunista. Mesmo fora das funções oficiais, especialistas apontam que ele continua sendo uma das figuras mais influentes do regime cubano.

Sua última aparição pública aconteceu no desfile de 1º de Maio de 2026, em Havana, ao lado de Díaz-Canel e de outras autoridades do governo.

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