‘Guia de sobrevivência’: veja como os cubanos devem agir em caso de ataque dos EUA
Documento reúne medidas de proteção e preparação de suprimentos em caso de bombardeios
Internacional|Do R7
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A Defesa Civil de Cuba divulgou um guia com orientações à população para um eventual ataque militar dos Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões entre os dois países. O documento reúne medidas de proteção, preparação de suprimentos e instruções de evacuação em caso de bombardeios.
Publicado no site oficial do órgão, o guia afirma que os Estados Unidos “ameaçam atacar militarmente e destruir nossa sociedade” e “eliminar o exemplo de humanismo e solidariedade que ela representa”. O texto reforça que cabe à Defesa Civil atuar na proteção da população em cenários de desastre e em situações excepcionais, como períodos de guerra.
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Entre as recomendações, o material orienta as famílias cubanas a montarem uma mochila de emergência com itens considerados essenciais, como documentos pessoais, água potável, alimentos prontos para consumo por até três dias, rádio, lanternas, velas, fósforos, produtos de higiene e medicamentos de uso contínuo. O guia também sugere incluir brinquedos para crianças pequenas e um kit de primeiros socorros.
Além da preparação de suprimentos, o guia traz orientações básicas para atendimento de vítimas com fraturas ou hemorragias e recomenda que a população identifique previamente abrigos contra ataques aéreos, com atenção especial a idosos, gestantes, pessoas com deficiência e crianças. Em caso de sirenes de alerta, a orientação é buscar proteção em subsolos, túneis ou trincheiras.
Caso não seja possível acessar um abrigo seguro, a Defesa Civil recomenda evitar ruas abertas, praças públicas, edifícios danificados, elevadores, postos de gasolina e pontes. Em situações extremas, a recomendação é se deitar no chão, proteger a cabeça e manter a boca aberta para minimizar os impactos da onda de choque.
Aumento da pressão sobre Cuba
A divulgação do guia acontece em meio ao aumento da pressão política e econômica dos EUA sobre Cuba. Desde janeiro, o governo do presidente americano, Donald Trump, ampliou as sanções contra a ilha e passou a exigir reformas políticas e econômicas na ilha.
A captura de Nicolás Maduro por forças americanas, no início deste ano, agravou ainda mais o cenário após a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano para Havana. A medida intensificou a crise energética no país, causando apagões e manifestações na capital cubana.
Na segunda-feira (18), o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que qualquer ação militar americana levaria a um “banho de sangue” com consequências incalculáveis para a paz e a estabilidade da região.
“Cuba não representa uma ameaça”, afirmou Díaz-Canel em um post nas redes sociais. Os comentários vêm após uma reportagem do site Axios, publicada no domingo (17), afirmar, com base em informações confidenciais, que o regime cubano teria adquirido mais de 300 drones militares e discutido possíveis planos de ataque contra a base naval americana na Baía de Guantánamo, embarcações dos EUA e até a região de Key West, na Flórida.
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