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Relatório final conclui que sequestrador Ariel Castro se suicidou na prisão

Internacional|Do R7

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Washington, 3 dez (EFE).- Um relatório de dois consultores penitenciários conclui nesta terça-feira que "o sequestrador de Cleveland" (Ohio. EUA) Ariel Castro se suicidou em sua cela e não foi vítima de um jogo erótico de auto asfixia, como sugeriu outra investigação do caso. O documento publicado nesta terça-feira pelos dois especialistas afirma que Castro, que sequestrou três jovens durante mais de uma década, se enforcou em sua cela em 3 de setembro, de acordo com os relatórios dos legistas e um diário do réu. O condenado de 53 anos começava a cumprir sua sentença de prisão perpétua e mil anos de prisão quando foi encontrado morto com um lençol envolvido no pescoço. Um relatório penitenciário do mês passado indicava, baseando-se no fato de que Castro foi encontrado com as calças abaixadas, que sua morte poderia ter ocorrido por conta de um jogo erótico de auto asfixia, para obter prazer, mas que levou ao limite. As novas conclusões indicam que o indivíduo cada vez se mostrava mais frustrado pela perspectiva de passar o resto da vida atrás das grades e, antes de sua morte, preparou uma espécie de altar com fotos de família e uma Bíblia. Além disso, o relatório indica que Castro era acossado verbalmente pelos guardas, enquanto reconhece que "sua morte não era previsível, mas não foi uma surpresa e talvez fosse inevitável". O departamento de prisões de Ohio, que não considerou necessário manter Castro sob prevenção de suicídio, se comprometeu a adotar medidas por conta das conclusões do novo relatório. Em agosto, Castro foi condenado a prisão perpétua sem liberdade condicional por quase mil acusações que iam desde homicídio agravado e sequestro até violação. As três mulheres, Michelle Knight, Amanda Berry e Gina DeJesús, foram sequestradas por Castro nos anos 2002, 2003 e 2004, e recuperaram a liberdade em 6 de maio quando, em uma distração de seu sequestrador, uma delas conseguiu escapar e pedir auxílio aos gritos. Na casa de Cleveland onde as três mulheres ficaram retidas foi encontrada também uma menina de seis anos, filha de Berry e fruto dos abusos de Castro. EFE jmr/ff

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