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Relatório sobre Síria acirra ânimos no Conselho de Segurança da ONU

Ocidentais e russos trocaram acusações sobre os responsáveis pelos ataques químicos em agosto

Internacional|Do R7

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A Rússia e as potências ocidentais trocaram acusações no Conselho de Segurança da ONU, nesta segunda-feira (16), pela responsabilidade dos ataques com armas químicas na Síria, após a publicação do relatório final dos inspetores das Nações Unidas que estiveram no país.

No início do debate, o embaixador russo na ONU, Vitali Tchurkin, declarou que o ataque de 21 de agosto perto de Damasco pode ter sido cometido pela oposição para provocar uma intervenção dos Estados Unidos na Síria.

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"Uma provocação em larga escala foi orquestrada em 21 de agosto", afirmou, acusando Washington de ter tentado "manipular a opinião pública".

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Segundo ele, o fato de o documento mencionar soldados sírios entre as vítimas de um provável ataque químico em Khan al-Assal (perto de Aleppo, ao norte) tende a "provar que não foi o governo sírio que utilizou as armas".

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De acordo com diplomatas, a embaixadora dos Estados Unidos na organização, Samantha Power, negou energicamente os argumentos de seu colega russo, repetindo que Washington "concluiu que a oposição não havia utilizado armas químicas".

Power atribui o incidente de Khan al-Assal a uma possível falsa manobra da Marinha síria, que teria usado armas químicas contra suas próprias tropas.

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Também de acordo com os diplomatas, o embaixador britânico Mark Lyall considerou "evidente" que Moscou queria criar confusão, em relação à participação de Damasco no massacre de 21 de agosto.

O relatório final dos inspetores da ONU, publicado na última quinta-feira, conclui que, na Síria, houve um uso provável, ou certeiro, de armas químicas em cinco instâncias durante o conflito. O texto não aponta, porém, os responsáveis, já que não estava previsto na missão.

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