Republicanos culpam Obama por enfraquecer EUA e alertam sobre Rússia e China
Internacional|Do R7
Washington, 6 ago (EFE).- Os pré-candidatos republicanos à Casa Branca culparam o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de enfraquecer o país com sua política externa e alertaram para as ameaças representadas por China e Rússia, durante o primeiro debate televisionado realizado nesta quinta-feira e transmitido pela emissora "Fox". Na seção do debate centrada na política externa de Obama foram escutadas algumas das frases mais comentadas da noite. "Os governos russo e chinês sabem mais do servidor de e-mail de Hillary Clinton que o Congresso dos Estados Unidos", ironizou o governador de Wisconsin, Scott Walker. Walker se referiu assim à polêmica em torno de Hillary, a pré-candidata democrata à Casa Branca favorita nas pesquisas, por ter usado um e-mail pessoal para assuntos oficiais quando era secretária de Estado. Quem também mencionou China e Rússia foi o senador pelo Texas, Ted Cruz, que disse que ambos países estão em uma "ciberguerra" contra os EUA. Por sua parte, o também senador Rand Paul (Kentucky) sustentou que não faz sentido "tomar emprestado dinheiro da China" para enviá-lo depois a todos os países aos quais os Estados Unidos prestam ajuda financeira. Já o neurocirurgião Ben Carson alertou que as forças armadas se debilitaram sob o mandato de Obama e, em paralelo, os "inimigos" dos EUA se tornaram mais fortes. O governador de Nova Jersey, Chris Christie, se pronunciou em um sentido muito parecido e pediu o "fortalecimento" dos militares, além de continuar considerando Israel como "uma prioridade" em política externa. O magnata Donald Trump também criticou a política externa de Obama. "Temos um presidente que não tem nem ideia do que que faz", ressaltou. O primeiro debate entre os dez pré-candidatos republicanos melhor posicionados nas enquetes, de um total de 17, foi realizado em Cleveland (Ohio). O debate, de duas horas de duração, aconteceu no pavilhão Quicken Loans Arena, o mesmo lugar onde acontecerá no próximo ano a convenção para escolher o candidato republicano que tentará ocupar a Casa Branca. EFE mb/rsd











