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Veja quais foram as maiores crises migratórias da história

Entrada de milhares de pessoas em Ceuta levou a Espanha a reforçar a fronteira e reacendeu o debate sobre grandes ondas migratórias

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Entrada de 60 mil migrantes em Ceuta reacende debate sobre migração em massa.
  • Partição da Índia em 1947 resultou em uma das maiores migrações forçadas da história.
  • Crises na Palestina, Síria e Venezuela destacam deslocamentos populacionais significativos.
  • Conflitos na Ucrânia e Sudão geram crises de refugiados na Europa e África.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Migrantes tentam passar por policiais espanhóis após as recentes travessias em massa de migrantes a pé e por mar, vindos de Marrocos para o território espanhol, em Ceuta, Espanha
Vindos do Marrocos, migrantes tentam passar por policiais em Ceuta, Espanha Violeta Santos Moura/Reuters - 01.08.2026

A entrada de cerca de 60 mil migrantes em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, na sexta-feira (31), voltou a colocar a migração em massa no centro do debate internacional. Segundo o governo da Espanha, aproximadamente 49 mil pessoas já retornaram ao Marrocos, enquanto autoridades europeias discutem medidas para reforçar o controle na fronteira.

O episódio reacendeu o debate sobre os impactos dos grandes deslocamentos populacionais. Ao longo da história, guerras, perseguições, crises econômicas e desastres humanitários obrigaram milhões de pessoas a deixar suas casas. Relembre alguns dos maiores episódios.


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Partição da Índia (1947)

A partição da Índia aconteceu em agosto de 1947, quando o antigo território controlado pelos britânicos foi dividido em dois países independentes: Índia, de maioria hindu, e Paquistão, de maioria muçulmana. A criação das novas fronteiras deu origem a uma das maiores migrações forçadas já registradas.

Entre 10 e 15 milhões de pessoas cruzaram a fronteira em poucos meses para escapar da violência religiosa. O período foi marcado por massacres, saques e ataques entre comunidades, deixando centenas de milhares de mortos. Além da crise humanitária, a divisão também afetou a economia dos dois países, que precisaram reorganizar cidades, serviços e a distribuição da população.


Palestina (1948 até os dias atuais)

A crise palestina começou em 1948, durante a Nakba, quando a criação do Estado de Israel levou cerca de 750 mil palestinos a deixar suas terras. Em 1967, a Guerra dos Seis Dias provocou uma nova onda de deslocamentos.

Hoje, a agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA) atende cerca de 5,9 milhões de pessoas na Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Líbano e Síria. Com a guerra em Gaza, a situação voltou a se agravar. Mais de 1,9 milhão de moradores foram deslocados dentro do próprio território, tornando a crise uma das mais graves da atualidade.


Síria (a partir de 2011)

A guerra civil na Síria começou em 2011, após a repressão a protestos contra o governo. O conflito destruiu cidades inteiras e deu origem à maior crise de deslocamento do século XXI.

Mais de 13 milhões de sírios foram obrigados a deixar suas casas. Cerca de 5 milhões buscaram refúgio em países como Turquia, Líbano e Jordânia, enquanto milhões continuam deslocados dentro do próprio país. A guerra também impulsionou a crise migratória que atingiu a Europa em 2015.


Venezuela (a partir de 2014)

Diferentemente de outras crises da lista, o êxodo venezuelano não foi provocado por uma guerra. A deterioração da economia, a hiperinflação, a falta de alimentos e medicamentos e a crise política levaram milhões de pessoas a deixar o país.

Hoje, cerca de 8 milhões de venezuelanos vivem fora de seu país de origem. A maior parte seguiu para Colômbia, Peru, Brasil, Equador e Chile, transformando esse no maior fluxo migratório da história recente da América Latina.

Ucrânia (a partir de 2022)

A invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, provocou a maior crise de refugiados da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Milhões de pessoas deixaram suas casas logo nos primeiros meses do conflito.

Mais de 7 milhões de ucranianos buscaram refúgio em países como Polônia, Alemanha e Romênia. Ao mesmo tempo, milhões permaneceram dentro da Ucrânia, mas tiveram de abandonar suas cidades para fugir das áreas de combate.

Sudão (a partir de 2023)

A guerra no Sudão começou em abril de 2023, após uma disputa entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF). Os confrontos rapidamente se espalharam pelo país e provocaram uma grave crise humanitária.

Entre 14 e 15 milhões de pessoas já foram obrigadas a deixar suas casas. Mais de 11 milhões permanecem deslocadas dentro do próprio Sudão, enquanto cerca de 4 milhões buscaram refúgio em países vizinhos, como Chade, Sudão do Sul e Egito.

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