Riad afirma que países árabes compensarão fim da ajuda ocidental ao Egito
Internacional|Do R7
Riad, 19 ago (EFE).- O chefe da diplomacia saudita, príncipe Saud al-Faisal, disse nesta segunda-feira que os países árabes e islâmicos ajudarão o Egito caso seja necessário compensar uma eventual suspensão da ajuda das nações ocidentais. Em declarações divulgadas pela agência oficial saudita, Faisal expressou sua surpresa por algumas posturas internacionais em relação à crise egípcia. A União Europeia (UE), por exemplo, estuda adotar medidas contra o país árabe. "A nação árabe e muçulmana é rica e estenderá uma mão de ajuda ao Egito", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita. Faisal afirmou que seu país, que já anunciou após o golpe militar uma ajuda ao Egito de US$ 5 bilhões, manterá sempre seu respaldo ao povo egípcio para "conseguir segurança e estabilidade". Para a Arábia Saudita, o que ocorre no Egito é um "terrorismo" que deve ser enfrentado com "toda a força e firmeza", na linha defendida pelas autoridades interinas e o Exército egípcio. "Infelizmente vemos que as posições internacionais tomaram um estranho curso de ignorar estes fatos irrefutáveis como se quisessem encobrir esses oponentes que comentem crimes e incendeiam o Egito, ou inclusive encorajar esses grupos a continuarem com estas práticas", denunciou Faisal. Faisal advertiu que os países árabes não esquecerão estas posturas internacionais e, se continuarem, as considerarão "hostis contra os interesses das nações árabes e islâmicos e sua estabilidade". Em suas declarações, o titular das Relações Exteriores respaldou a atuação do Governo egípcio na atual crise e acusou os islamitas de aterrorizarem a população e queimar igrejas, edifícios governamentais e delegacias. O Egito está imerso em uma onda de violência desde quarta-feira passada, quando a polícia desmantelou dois acampamentos no Cairo de manifestantes islamitas que reivindicam o retorno ao poder de Mohammed Mursi, deposto em 3 de julho por um golpe militar. Perante esta situação, os países da União Europeia (UE) irão estudar um possível embargo de armas ao Egito e toda uma série de possíveis medidas de pressão para tentar pôr fim à violência e impulsionar o diálogo entre todas as forças políticas. EFE sa-mv/ff











