Risco de ebola para a Copa do Mundo é ‘extremamente baixo’, dizem especialistas
Autoridades de saúde pública e hospitais nas cidades-sede dos EUA vêm se preparando para uma série de ameaças de doenças infecciosas
Internacional|Da Reuters
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O risco de um viajante infectado com ebola chegar aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026, que teve início na semana passada, é baixo, mas não nulo; e, caso isso aconteça, os hospitais norte-americanos estão preparados para agir, afirmam especialistas em doenças infecciosas dos EUA.
Nem sempre foi assim.
Durante o surto de ebola na África Ocidental em 2014, um homem liberiano, Thomas Eric Duncan, chegou a um hospital de Dallas com sintomas da doença e foi recusado antes de ser admitido.
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Duas enfermeiras foram infectadas, mas sobreviveram.
Isso levou a um investimento de US$ 260 milhões (cerca de R$ 1 bilhão, na cotação atual) em recursos dos EUA para treinamento de preparação contra o ebola e capacitação de resposta, além de 13 centros de tratamento especializados — todos com o objetivo de ajudar os hospitais a identificar, isolar e cuidar com segurança de pacientes com suspeita de ebola.
“Não vamos conseguir prevenir 100% das infecções, mas certamente estamos mais preparados do que nunca”, disse o Dr. Gavin Harris, especialista em doenças transmissíveis graves da Emory University, em Atlanta, uma das 11 cidades-sede da Copa do Mundo nos EUA.
Autoridades de saúde pública e hospitais nas cidades-sede dos EUA no Mundial vêm se preparando para uma série de ameaças de doenças infecciosas, já que 6,5 milhões de torcedores viajarão pela América do Norte durante o evento de 39 dias, com 104 partidas nos Estados Unidos, México e Canadá.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificaram o risco de ebola para os países-sede da Copa do Mundo como baixo, citando o sarampo, a covid-19 e a gripe — que se espalham quando grandes multidões se reúnem — como as ameaças mais prováveis.
Mas o surto de ebola na República Democrática do Congo, que infectou mais de 675 pessoas e matou mais de 135, continua sendo uma preocupação.
“O risco do ebola para qualquer pessoa na Copa do Mundo é extremamente baixo. O ebola não é transmitido pelo ar e não se espalha por contato casual — requer contato direto com os fluidos corporais de alguém que esteja doente”, disse o Dr. Tom Frieden, diretor executivo da Resolve to Save Lives e ex-diretor do CDC.
“Mas baixo não é zero, e não será zero até que o surto seja contido na sua origem, na RDC.”
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