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Rohani propõe que Irã facilite diálogo entre governo e oposição na Síria

Internacional|Do R7

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Washington, 19 set (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, propôs nesta quinta-feira que seu governo atue como mediador no diálogo entre o governo e a oposição na Síria, e condenou "categoricamente" a "violência dilaceradora" no país. "Anuncio a vontade de meu governo de ajudar a facilitar o diálogo entre o governo da Síria e a oposição", disse Rohani em um editorial publicado no site do jornal americano "The Washington Post". "Devemos unir nossas mãos para trabalhar de forma construtiva rumo a um diálogo nacional, seja na Síria ou no Barein. Devemos criar uma atmosfera na qual os povos da região possam decidir seus próprios destinos", escreveu o líder iraniano. Rohani não deu detalhes sobre como poderia realizar a mediação no conflito da Síria, uma oferta que coincide com a afirmação do vice-primeiro-ministro sírio, Qadri Jamil, que seu governo pedirá um cessar-fogo na futura conferência de paz de Genebra II, que Estados Unidos e Rússia querem convocar em outubro. Ao longo dos mais de dois anos de guerra civil na Síria, os EUA acusaram o Irã de respaldar política e militarmente o regime de Bashar al Assad, e se negaram repetidamente à presença do governo iraniano na futura conferência de paz de Genebra. O presidente iraniano, que assumiu o poder em agosto, descreveu no artigo sua filosofia de "relações construtivas" que permitam superar "a mentalidade da Guerra Fria", tanto no conflito na Síria como em relação ao programa nuclear do Irã. "Para superar os pontos mortos, seja em relação com a Síria, ao programa nuclear do meu país ou suas relações com os EUA, precisamos apontar mais alto. Em vez de estabilizar-nos em como prevenir que as coisas piorem, devemos pensar - e falar - sobre como melhorá-las", ressaltou. Para fazê-lo, continuou, é necessário "acumular a coragem para começar a deixar claro o que queremos - às claras, concisa e sinceramente - e respaldá-lo com a vontade política para tomar as ações necessárias". Rohani considerou que o enfoque "unilateral" segue "escurecendo os enfoques construtivos" na política global, onde se procura "segurança às custas da insegurança de todos", tanto na Síria como no Iraque ou no Afeganistão. "A Síria, uma joia da civilização, se tornou palco de uma violência dilaceradora, incluindo ataques com armas químicas, que condenamos categoricamente", afirmou. Pouco antes de viajar para Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU da próxima semana, Rohani urgiu aos presidentes de todo o mundo a "aproveitar a oportunidade apresentada pelas recentes eleições no Irã". "Peço que aproveitem ao máximo o mandato de interação prudente que meu povo me confiou e a responder genuinamente aos esforços de meu governo para envolver-se em um diálogo construtivo", concluiu Rohani, que nos últimos dias intensificou sua aproximação ao governo americano. EFE llb/rsd

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