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Roma reintegra presos com trabalhos de manutenção da cidade

O ministro da Justiça da Itália, Alfonso Bonafede, destacou que a intenção do governo é estender esta iniciativa a outras cidades do país

Internacional|Do R7

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Os presos fazem recuperação de ruas e faixas de pedestres
Os presos fazem recuperação de ruas e faixas de pedestres

Um grupo de 30 presos está empenhado nos últimos dias em cobrir buracos no asfalto, fechar rachaduras e pintar sinalizações nas vias de Roma, um trabalho que faz parte de uma iniciativa que busca favorecer a reintegração de detentos na sociedade e contribuir para a manutenção da cidade.

Com macacões padronizados e ferramentas especiais, eles se incumbem de limpar ruas e ralos, tapar buracos e fendas e reparar faixas de pedestre e outras sinalizações viárias.


Todos são presos de baixo risco, selecionados criteriosamente para este trabalho e que fizeram um curso prévio oferecido pela concessionária Autostrade per l'Italia para operar as máquinas.

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Durante três meses, eles aprenderam técnicas de conservação no curso de formação, para em seguida colocar em prática, graças a um programa de reinserção promovido pela prefeitura de Roma, pelo Ministério de Justiça e pelas autoridades penitenciárias do país.


A concessionária, filial da Atlantia, operadora de transportes da Itália, também fornece os equipamentos e as ferramentas necessários para as tarefas, que os presos desenvolvem voluntariamente e com a supervisão de policiais e agentes de segurança.

O projeto se chama Me riscatto per Roma (Me redimo por Roma, em tradução livre) e nele 30 presos vão cuidar e consertar problemas de pavimentação, começando pelas zonas periféricas.


Atualmente, o grupo trabalha na área da Torre Spaccata, no sul da capital, e nas próximas semanas continuará por bairros como Corviale, Quartaccio e Aurelio.

A prefeita de Roma, Virgínia Raggi, membro do Movimento Cinco Estrelas (M5S), já tinha recorrido no ano passado à ajuda dos detentos para limpar parques e jardins, e agora eles são chamados para fechar buracos nas ruas, um dos maiores problemas da capital e que mais gera críticas.


"O programa é fundamental tanto para os detentos quanto para a cidade. O objetivo é fazer com que essas pessoas realizem uma atividade que seja útil para a sua reinserção na sociedade", disse Raggi, antes de acrescentar que este é um gesto simbólico que valoriza as pessoas e o seu direito a trabalhar.

Fabio, um dos participantes do programa, explicou em um vídeo oficial que poder sair da prisão e trabalhar é bom para o seu futuro, porque é uma oportunidade de aprender um ofício e isso poderá abrir portas no mercado de trabalho quando sua pena terminar.

A jornada começa às 7h30, quando os presos se levantam, se preparam e esperam a chegada das autoridades penitenciárias, que os levam até o local de trabalho. Lá, limpam esgotos, reparam rachaduras e nivelam o asfalto. Às 15h30 eles voltam para a penitenciária de Rebibbia.

O ministro da Justiça da Itália, Alfonso Bonafede, destacou que a intenção do governo é estender esta iniciativa a outras cidades do país para desenvolver um plano nacional que demonstre que "o trabalho permite a reinserção social".

De acordo com o chefe do Departamento de Administrações Penitenciárias, Francesco Basentini, o projeto está tendo tanto sucesso que alguns países já entraram em contato para ter mais informações. Um deles é o México.

Segundo o vídeo oficial, ainda este mês, responsáveis pelo programa italiano irão ao país para explicar "os aspectos positivos e as dificuldades que encontraram para desenvolver uma atividade como esta".

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