Ruas do México são tomadas por cores e esqueletos em parada de La Catrina
Internacional|Do R7
Por Roberto Ramírez
CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Centenas de pessoas vestidas com fantasias e com pintura facial, disfarçando-se como o icônico esqueleto mexicano “La Catrina”, tomaram as ruas da Cidade do México para um dia de preparação para a parada dos Mortos.
A figura La Catrina foi criada pelo ilustrador mexicano José Guadalupe Posada, morto em 1913, mas que tem sido uma influência para muitos artistas e cartunistas latino-americanos por causa da sátira apurada e do engajamento político do seu trabalho.
A parada ocorreu neste domingo, bem antes do Dia dos Mortos em 2 de novembro, uma tradição na qual famílias se lembram dos seus mortos e celebram a continuidade da vida. Mexicanos preparam ofertas aos mortos que incluem fotos, comida, velas, flores, itens pessoais, caveiras feitas de açúcar, esqueletos de papel e doces.
Jessica Esquivas, organizadora da parada, explicou a ligação do festival com a história mexicana ao dizer: “Para nós é muito importante resgatar a cultura do nosso país, a nossa tradição e voltar às nossas raízes”.
A participante Edith Gonzalez, com o rosto pintado como uma caveira e vestindo um chapéu com um véu negro, afirmou que a parada é uma maneira de destacar as tradições mexicanas.
“Isso é parte da cultura Mexicana. É uma tradição que está sendo perdida, uma vez que é duro competir com o Halloween", declarou. “As fantasias são parte de um retorno às nossas tradições, e é por isso que trazemos os nossos filhos para compartilhar isso”.
O Dia dos Mortos mistura influências espanholas com indígenas na América Latina, especialmente em lugares com fortes populações indígenas, como México, Guatemala, Peru, Bolívia e Equador.
(Reportagem de Roberto Ramirez no México)











