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Rússia anexa a Crimeia e aumenta clima de tensão com Ucrânia e Ocidente

EUA e a União Europeia estão impondo e sofrendo sanções econômicas russas

Internacional|Do R7

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Manifestantes pró-Rússia demonstravam seu apoio a Putin nas ruas da Ucrânia
Manifestantes pró-Rússia demonstravam seu apoio a Putin nas ruas da Ucrânia

A tensão entre a Rússia e o Ocidente cresceu em 2014 até o nível mais alto dos 15 anos de atuação política do presidente Vladimir Putin. O estopim da atual crise foi a anexação da Crimeia, que até março deste ano era parte do território da Ucrânia. O processo transformou o presidente russo no novo "vilão" da cena internacional.

O chefe do Kremlin tinha começado o ano ainda saboreando as bem-sucedidas gestões diplomáticas exercidas por Moscou no final de 2013 para neutralizar as intenções do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de intervir na Síria.

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Tudo ia bem, exceto em Kiev, capital da Ucrânia, onde os protestos aumentavam em intensidade e magnitude, até que no dia 22 de fevereiro o presidente do país, Viktor Yanukovich, foi derrubado, no que a Rússia classifica ainda agora como "um golpe de Estado inconstitucional".

A partir daí começou a ascensão da popularidade do presidente russo aos olhos de seus concidadãos na mesma proporção em que iam se deteriorando as relações com os Estados Unidos e a União Europeia, os principais apoios das novas autoridades de Kiev.

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A anexação da Crimeia, em março, após um referendo no qual a majoritária população dessa Península, em meio a uma intensa movimentação militar russa, respaldou a "reunificação" com a Rússia, disparou o apoio popular a Putin a níveis sem precedentes, da mesma forma que o confronto com Ocidente.

O G8, grupo das maiores economias do planeta, que devia realizar sua cúpula anual no balneário de Sochi, expulsou a Rússia pouco depois, alegando que a lei internacional proíbe a integração do território de outro país mediante a coerção e a força.

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E chegaram as sanções e as contrassanções, além da queda do preço do petróleo, fatores que começaram a fazer estrago na economia russa.

À medida que aumentava o tom das acusações das chancelarias ocidentais contra Moscou pelo suposto apoio prestado à rebelião separatista pró-russa do leste da Ucrânia, também era elevada a exigência da Rússia de ser tratada como uma grande potência, com seus próprios e respeitáveis interesses.

"Os russos não vão pedir permissão a ninguém", exclamou Putin em discurso no fórum de debate de Valdai, onde exigiu uma nova ordem mundial sem o ditame dos EUA e pediu uma lista de agravos contra as intervenções dos aliados em zonas de influência russa e, sobretudo, a ampliação da Otan rumo ao leste da Europa.

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"Devemos seguir desenvolvendo tranquilamente nossa própria agenda... Só porque a Rússia diz que quer proteger seus cidadãos e seus interesses, tentam transforma o país em criminoso", disse recentemente Putin em uma entrevista à agência Tass, coincidindo com as críticas sofridas pelo presidente russo na cúpula do G20 em Brisbane.

Fora das considerações geopolíticas, o fato é que a Rússia acaba o ano próxima da recessão econômica, lastrada pelos efeitos prejudiciais das sanções internacionais e a queda dos preços do petróleo, sua principal fonte de divisas, que levou o rublo a perder quase 50% de seu valor desde janeiro.

"Neste ano, passamos juntos por provas que só são capazes de suportar as nações maduras e consolidadas, os Estados verdadeiramente fortes e soberanos", ressaltou Putin no dia 4 de dezembro durante seu discurso sobre o Estado da Nação, no qual dedicou uma grande atenção à "sagrada" reunificação da Crimeia.

No entanto, alguns analistas já advertiram que a enorme popularidade interna de Putin começa a decair, com a alta dos preços dos produtos, a redução dos salários e a ausência de um acontecimento capaz de gerar outra explosão emocional como o retorno da Península à pátria-mãe.

Abaixo, conheça o lado aventureiro do presidente russo:

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