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Rússia e Ucrânia mantêm ataques contra alvos de energia, apesar de anúncio de Trump

Países voltaram a se atacar nesta terça-feira (15), com ofensivas de ambos os lados

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rússia e Ucrânia continuam trocando ataques a instalações energéticas, apesar do anúncio de Donald Trump sobre um acordo para poupá-las.
  • O presidente ucraniano, Volodmir Zelensky, relatou ataques russos em Kiev, resultando em mortes e feridos, e respondeu atacando alvos na Rússia.
  • Trump afirmou que a guerra é a principal causa do aumento do preço global do diesel e pediu à Ucrânia que cesse ataques às refinarias russas.
  • O Kremlin considerou a proposta de Trump positiva, mas destacou que o problema central é a exportação de produtos petrolíferos e as sanções ao petróleo russo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump afirmou que a guerra é a principal causa do aumento do preço global do diesel Anatolii Stepanov/Reuters - 15.09.2026

Rússia e Ucrânia trocaram ataques contra instalações energéticas nesta terça-feira (15), um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que os países tinham concordado em poupar esses alvos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou em uma publicação nas redes sociais que a Rússia continua a atacar “o setor energético, a logística regular e a infraestrutura crítica” de Kiev.


Segundo o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia, os ataques russos contra a capital ucraniana mataram uma pessoa e feriram outras sete nesta terça-feira, com bombardeios contra postos de combustível.

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O órgão informou ainda que outras duas pessoas foram mortas em ataques russos distintos nas cidades ucranianas de Sloviansk e Kramatorsk.


Zelensky afirmou que, em resposta, Kiev atacou uma refinaria em Syzran, uma instalação de produção de drones em Taganrog e um local de preparação e lançamento de drones na região de Oriol. Segundo ele, também foram atingidos alvos no mar Negro.

O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, disse que suas defesas aéreas abateram 222 drones ucranianos durante a noite.


O governador regional de Taganrog, Yuri Slyusar, afirmou que um ataque “massivo” de drones ucranianos provocou vários incêndios na cidade.

Segundo ele, dois prédios residenciais e três casas foram danificados, assim como uma instituição de ensino, armazéns agrícolas e uma unidade da varejista online russa Ozon.


Na segunda-feira (14), Trump anunciou em uma publicação nas redes sociais que Rússia e Ucrânia tinham concordado em não atacar infraestruturas energéticas.

Ele não deu mais detalhes sobre o acordo, mas afirmou que o aumento do preço mundial do diesel é causado principalmente pela guerra entre Moscou e Kiev, não pelo Irã.

No domingo (13), o republicano já havia pedido que a Ucrânia interrompesse os ataques às refinarias de petróleo russas e afirmou que essa ofensiva causou uma escassez global.

“Zelensky precisa fazer uma coisa. Ele precisa parar de destruir o combustível diesel na Rússia”, disse Trump a jornalistas, após a notícia de que os preços do diesel nos EUA haviam ultrapassado a média de US$ 6 por galão.

“Nós conversamos com o Zelensky sobre isso. Há muitos outros alvos. Não ataquem o combustível diesel, porque isso está prejudicando, está prejudicando o mundo.”

Na noite de segunda-feira, o presidente ucraniano afirmou que suspenderia seus ataques em território russo se os EUA garantissem que a Rússia assumiria um compromisso genuíno de não atingir a infraestrutura essencial da Ucrânia.

Já nesta terça-feira, o Kremlin disse que considerava a proposta de Trump “uma boa ideia”, mas afirmou que os ataques às refinarias de petróleo russas não eram a causa principal dos problemas globais de abastecimento de gás ou diesel.

“O problema central reside na exportação de produtos petrolíferos para os mercados globais”, disse o secretário de Imprensa do Kremlin, Dmitry Peskov.

Ele afirmou que, em vez disso, os países precisam garantir a segurança da navegação de petroleiros e suspender as sanções internacionais ao petróleo russo.

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