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Aliado de Trump e senador socialista pedem restrições à IA em meio à inquietação popular

Bernie Sanders alerta sobre a ameaça da IA ao mercado de trabalho, enquanto Steve Bannon critica a falta de regulamentação no setor

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bernie Sanders e Steve Bannon pedem restrições à inteligência artificial, preocupados com possíveis danos à sociedade.
  • Sanders alerta sobre a ameaça da IA em eliminar empregos e criar novos vírus, enquanto critica a centralização tecnológica por executivos como Elon Musk.
  • Bannon critica a falta de supervisão de Trump sobre a IA e defende que estados possam criar suas próprias regras.
  • Discussões no Congresso dos EUA refletem a divisão sobre regulamentação da IA, com preocupações sobre competitividade com a China.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Steve Bannon e Bernie Sanders
Steve Bannon e Bernie Sanders participaram de encontro em Washington Montagem/Anna Rose Layden/Reuters - 15.09.2026

Bernie Sanders, senador progressista norte-americano, e Steve Bannon, um aliado próximo a Donald Trump, pediram nesta terça-feira (15) a imposição de restrições aos sistemas de inteligência artificial, unindo dois adversários políticos em torno da preocupação de que a tecnologia possa prejudicar os seres humanos.

Os dois deveriam participar do mesmo encontro em Washington, em meio à crescente preocupação popular com os riscos da IA para além de Washington e do Vale do Silício.


Primeiro a se manifestar, Sanders, que se autodenomina socialista democrático, alertou sobre a “ameaça crescente” da IA e afirmou que o setor precisa ser regulamentado com normas de segurança vinculativas.

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“A IA tem o potencial de eliminar dezenas de milhões de empregos, acabando com profissões inteiras e tornando mais difícil para nossos jovens ingressarem no mercado de trabalho.”


E acrescentou: “Como muitos cientistas acreditam que possa acontecer, essa tecnologia escapará ao controle humano, com consequências potencialmente catastróficas.”

Sanders recebeu aplausos da plateia ao criticar executivos do setor de tecnologia por centralizarem o controle sobre a tecnologia de IA, incluindo o presidente-executivo da SpaceX e ex-assessor de Trump, Elon Musk.


“No mês passado, ficamos sabendo que a IA foi usada pela primeira vez na história para criar novos vírus. Nas mãos erradas, isso poderia levar ao surgimento de novas armas biológicas e a uma possível pandemia global que poderia causar a morte de dezenas de milhões de pessoas”, disse Sanders.

Bannon, ex-estrategista da Casa Branca durante o primeiro mandato presidencial de Trump, criticou a abordagem de Trump em relação à supervisão da IA, atribuindo diretamente às empresas de tecnologia a culpa pela relutância do presidente em regulamentar a tecnologia.


Em seu podcast de segunda-feira, Bannon disse que o Congresso não deveria aprovar leis que proíbam os Estados de aplicar suas próprias regras para a tecnologia.

Aliados improváveis

A decisão de Sanders e Bannon, que estão em extremos opostos do espectro ideológico dos Estados Unidos, de discursarem no mesmo evento nesta terça-feira ressalta como as preocupações com a IA e os data centers ultrapassam as divisões partidárias e geram alianças políticas improváveis.

Na segunda-feira, Trump minimizou preocupações expressas por líderes do setor no fim de semana sobre o uso indevido da inteligência artificial, afirmando que os EUA já contam com medidas de proteção para a poderosa tecnologia.

Apoiando a posição de Trump nesta terça-feira, o presidente republicano da Câmara dos Deputados dos EUA, Mike Johnson, disse que não pode haver uma moratória no desenvolvimento da inteligência artificial sem perder a vantagem competitiva para a China e que as empresas de IA podem se autorregular.

“Elas podem se autorregular. Não precisam que o governo lhes diga para desacelerar. Se quiserem desacelerar, que o façam”, disse Johnson a jornalistas.

A visão de que as regulamentações prejudicarão a capacidade das empresas norte-americanas de competir com suas contrapartes chinesas é compartilhada por executivos do setor de tecnologia, incluindo Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia.

Pesquisas recentes revelaram que a maioria dos norte-americanos teme que a tecnologia possa ser usada para eliminar empregos, aumentar os custos para as famílias ou causar outros danos sociais.

O pesquisador da Anthropic, Jacob Coxon, chamou a atenção do público na semana passada ao afirmar que se demitiu da empresa, em parte porque “as pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que ela pode nos matar a todos até o final da década”.

Também nesta terça-feira, Andrew Ferguson, presidente da Comissão Federal de Comércio dos EUA, expressou suspeitas sobre empresas de IA que buscam isenções antitruste enquanto, ao mesmo tempo, fazem lobby por novas regulamentações.

A Reuters havia noticiado anteriormente que senadores dos EUA estão debatendo um projeto de lei que impediria estados de aplicar suas próprias leis para regulamentar certos riscos apresentados por modelos de IA.

Tentativas anteriores de restringir leis estaduais sobre IA fracassaram no Senado dos EUA.

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