Rússia não permitirá zona de exclusão aérea na Síria
Internacional|Do R7
Moscou, 17 jun (EFE).- A Rússia anunciou nesta segunda-feira que não permitirá o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea na Síria por considerar que isso violaria o direito internacional. "Como se estabelece essa zona e como são postas em prática essas decisões já vimos na Líbia. Não queremos que isso se repita no conflito sírio (...) não permitiremos isso", afirmou Aleksandr Lukashévich, porta-voz da Chancelaria russa, em entrevista coletiva. O diplomata ressaltou que os preparativos militares que os Estados Unidos iniciaram na Jordânia supõem também "uma flagrante violação do direito internacional". Lukashévich aludia às notícias sobre o desdobramento de mísseis interceptadores Patriot e caças F-16 dos EUA na Jordânia, passo prévio para o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea na vizinha Síria. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse no sábado que "não é preciso ser um grande especialista para perceber que (...) é uma violação do direito internacional". De sua parte, Lukashévich afirmou que a recente decisão dos Estados Unidos de armarem os rebeldes sírios "levará a um grave aumento de tensão" no país árabe e dificultará a realização da prevista conferência internacional. E qualificou de "estranha" e "inesperada" a decisão do Egito de romper relações diplomáticas com Damasco. "Dificilmente, isso influirá positivamente no papel do Egito nos esforços regionais para a solução política do problema. Essa decisão, estranha à primeira vista, exige uma explicação que esperamos ter de nossos parceiros egípcios", ressaltou. O Kremlin declarou que a informação oferecida pelos Estados Unidos e por outras potências ocidentais sobre o uso de armas químicas pelo regime de Bashar al Assad não é convincente. "O que foi apresentado não nos parece convincente. Dificilmente podem ser considerados fatos", ressaltou Yuri Ushakov, assessor do presidente russo, Vladimir Putin. O líder russo participa hoje da cúpula do G8 na Irlanda do Norte, onde abordará o conflito na Síria durante uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. EFE io/tr










