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Rússia proíbe exportações de diesel para garantir oferta interna após ataques ucranianos

Preços do combustível na Europa atingiram um recorde após a proibição russa

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Rússia proibiu exportações de diesel para garantir a oferta interna após ataques de drones ucranianos.
  • Os ataques causaram escassez e aumento nos preços dos combustíveis, resultando em longas filas nos postos.
  • A proibição de exportação, que vigora até 31 de julho, visa aumentar o abastecimento interno de combustível.
  • As exportações de diesel russo já haviam caído significativamente, com principais compradores sendo Turquia e Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo Putin restringiu exportação de diesel para aumentar abastecimento interno Gavriil Grigorov/Sputnik//Pool via Reuters - 08.07.2026

A Rússia instituiu nesta quarta-feira (8) uma proibição às exportações de diesel como parte de um conjunto de medidas para apoiar o mercado local de combustíveis.

A medida ocorre após ataques sistemáticos de drones ucranianos a refinarias de petróleo provocarem escassez e disparadas nos preços em algumas regiões.


Motoristas em muitas regiões enfrentam filas de horas para abastecer, conforme a intensificação dos ataques ucranianos à infraestrutura energética russa pressiona a oferta de diesel e gasolina.

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O vice-primeiro-ministro Alexander Novak afirmou, em uma reunião do governo transmitida pela televisão, que a situação dos combustíveis permanecia complexa e que “está claro que a situação atual nos postos de abastecimento está causando preocupação na população”.


“Hoje, foi introduzida uma proibição às exportações de diesel, e isso permitirá aumentar o abastecimento ao mercado interno”, disse ele, acrescentando que a Rússia começaria a importar combustível em julho.

O governo informou que a proibição, que abrange os produtores do combustível, vigorará até 31 de julho.


As margens de referência do diesel na Europa subiram para um recorde de US$ 60,17 (cerca de R$ 310, na cotação atual) por barril após a Rússia proibir as exportações.

Em junho, a Turquia e o Brasil permaneceram como os principais compradores do diesel russo, absorvendo juntos pelo menos metade das cargas disponíveis, segundo dados de transporte marítimo.


As exportações russas de diesel por via marítima já haviam despencado em junho, registrando uma queda de 39% em relação ao mês anterior, para cerca de 1,8 milhão de toneladas, e uma redução de 46% frente aos 3,35 milhões de toneladas do mesmo mês do ano passado.

Além dos principais compradores, Marrocos, Egito e Senegal também surgiram como importantes importadores de cargas de diesel russo em junho, mostraram dados de transporte marítimo.

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