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Sanções dos EUA poderiam ter funcionado antes do início da guerra, diz especialista

Segundo Vitelio Brustolin, Trump anuncia novas restrições porque poderio militar sozinho não resolveu conflito

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Sanções dos EUA poderiam ter sido uma medida preventiva eficaz contra o Irã, segundo Vitelio Brustolin.
  • Trump impõe novas sanções após perceber que o poderio militar não resolveu o conflito com o Irã.
  • As sanções podem afetar a China, maior compradora de petróleo do Irã, que se recusa a obedecê-las.
  • O Irã se prepara para lidar com as sanções, com o Banco Central pronto para injetar até US$ 2 bilhões no mercado cambial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As sanções dos Estados Unidos contra o Irã poderiam ter funcionado como medida preventiva, aponta o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin em entrevista ao Conexão Record News. Apesar de mostrar disposição para retomar o acordo de trégua, o presidente iraniano afirmou nesta terça-feira (1º) que a política de pressão da Casa Branca pode comprometer os esforços diplomáticos.

“Trump poderia ter feito isso antes de atacar o Irã, e está fazendo isso agora porque só atacar o Irã não funcionou. Só o poderio militar não resolveu a guerra. O regime não se rendeu, o regime não caiu. Então as sanções são uma medida complementar e elas acabariam ferindo especialmente a China, que é o maior comprador de petróleo do Irã. E a China já anunciou que não vai obedecer às sanções dos Estados Unidos”, pondera o especialista.

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Placa de câmbio com números em vermelho. Na parte superior, há uma bandeira dos Estados Unidos ao lado do valor "18800"
Tendência é que sanções sejam progressivas, afirma professor Reprodução/Record News

Segundo Brustolin, é difícil prever os efeitos que as sanções terão no mercado chinês. “As sanções que estão fazendo de forma escalonada devem começar por bancos. Talvez bancos chineses sejam sancionados caso haja a negação de que dinheiro do Irã passe por eles. A gente precisa aguardar para saber os efeitos disso, mas a tendência é que essas sanções sejam progressivas e pode ser que parte do setor financeiro chinês acabe sendo afetado.”

Apesar das medidas norte-americanas, o governador do Banco Central iraniano disse que o país possui reservas cambiais suficientes para lidar com a situação. Segundo ele, a instituição está preparada para injetar até US$ 2 bilhões no mercado cambial para acalmar a pressão recente. A declaração acontece após o secretário do Tesouro dos EUA ter dito que Teerã reagia com violência por estar perdendo a guerra econômica.

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