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Seca ameaça vida de 15 milhões de pessoas no Chifre da África

De acordo com a organização humanitária Oxfam, a escassez de chuvas deixou 7,6 milhões de pessoas em risco de fome extrema

Internacional|Da EFE

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Na última década, o Chifre da África sofreu duas secas
Na última década, o Chifre da África sofreu duas secas

A vida de mais de 15 milhões de pessoas está em perigo por causa da seca em diversas regiões de Quênia, Etiópia e Somália, alertou nesta quinta-feira (25) a organização humanitária Oxfam, que pediu mais financiamento da comunidade internacional para combater esse problema.

A escassez de chuvas botou a perder os cultivos e, com eles, os meios de vida e subsistência de várias comunidades, o que deixou 7,6 milhões de pessoas em risco de fome extrema, ressaltou a Oxfam em comunicado.


Muitas dessas pessoas se viram obrigadas a migrar para sobreviver.

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Seca fez com que pessoas migrassem para sobreviver
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Na última década, a região do Chifre da África foi castigada por duas secas: uma muito severa em 2011 na qual morreram 260 mil pessoas; e outra em 2017, na qual a resposta internacional foi mais rápida e eficaz.

"Da crise de fome de 2011 aprendemos que devemos responder rapidamente e de forma decidida para salvar vidas. Mas aquele compromisso internacional de garantir que aquilo não voltasse a acontecer se transformou em autocomplacência", afirmou a diretora da Oxfam para o Chifre da África, Lydia Zigomo.


"Mais uma vez, são as pessoas mais pobres e vulneráveis as mais prejudicadas", acrescentou Zigomo, insistindo em que, sem mais ajuda internacional, será muito difícil evitar uma crise humanitária.

"Não podemos esperar que imagens de pessoas desnutridas e animais mortos encham as telas de nossos televisores. Devemos agir imediatamente para evitar um desastre", declarou Zigomo.


A crise climática está afetando os padrões de chuva na região, da mesma forma que em outras regiões do mundo, e está tornando as temporadas de seca mais severas, colocando em perigo a vida de milhões de pessoas.

Jama, um somali deslocado pela seca de 2017, teme que sua situação piore: "Em 2017 perdemos todo o nosso gado. Se não forem dadas soluções e a situação não melhorar, o povo morrerá", advertiu.

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