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Secretário de Guerra dos EUA distorceu informações sobre conflito com Irã, diz jornal

Narrativa de Pete Hegseth não condiz com a realidade dos fatos e pode ter desinformado o próprio presidente Donald Trump

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, é acusado de distorcer a realidade da guerra com o Irã.
  • Um episódio recente, que envolveu a derrubada de um caça F-15E americano, contradiz a narrativa otimista de Hegseth.
  • A inteligência americana revela que mais da metade dos lançadores de mísseis do Irã permanecem intactos, desafiando as declarações do secretário.
  • O conflito resultou em mortes de soldados americanos e a capacidade de ataque do Irã está se mostrando mais eficiente e precisa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pete Hegseth é secretário de Guerra dos EUA Reprodução/Instagram @petehegseth

Autoridades americanas e analistas políticos têm levantado dúvidas sobre o discurso do secretário de Guerra (antiga Defesa) dos EUA, Pete Hegseth, a respeito da guerra contra o Irã. Segundo essas fontes, a forma como o membro do governo descreve o conflito contradiz a realidade no campo de batalha e pode acabar desinformando tanto a população quanto o próprio presidente Donald Trump.

Trump tem insistido que a campanha militar é um sucesso absoluto, afirmando recentemente que os Estados Unidos estão indo “incrivelmente bem”. Já Hegseth declarou que Teerã foi “envergonhada e humilhada” pelas forças americanas. No entanto, episódios recentes colocam essa narrativa em xeque.


A derrubada de um caça F-15E americano pelo Irã, seguida de uma operação de resgate de alto risco, evidenciou que o país ainda tem capacidade de ameaçar tropas dos EUA. O caso também levantou dúvidas sobre declarações recentes de Hegseth, que afirmou que o país tem “total controle sobre o espaço aéreo iraniano”, de forma “incontestável”.

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A missão de resgate, apesar de bem-sucedida, expôs fragilidades e aumentou a preocupação dentro do governo Trump de que o tom adotado pelo secretário é excessivamente otimista. “Pete não está sendo honesto com o presidente”, afirmou um funcionário da administração, sob anonimato, em entrevista ao jornal americano Washington Post. “Como resultado, o presidente acaba repetindo informações enganosas.”


Golpe de sorte

Embora Hegseth tenha dito por semanas que o Irã não tinha defesa aérea efetiva, o próprio Trump reconheceu que um míssil portátil guiado por calor foi responsável por derrubar a aeronave. Ainda assim, o presidente minimizou o episódio, classificando-o como “um golpe de sorte”.

Além disso, autoridades confirmaram que outro avião americano, um A-10, também foi atingido dias antes, embora o piloto tenha conseguido retornar a uma área segura antes de se ejetar.


Especialistas apontam que, embora os EUA tenham superioridade aérea, isso não significa domínio absoluto. A analista militar Kelly Grieco explicou que há limitações geográficas e de altitude, o que obriga aeronaves americanas a voarem mais alto para evitar ameaças como mísseis portáteis.

O discurso triunfante de Hegseth contrasta com o de líderes militares mais cautelosos, como o chefe do Estado-Maior conjunto, Dan Caine, que evita afirmar que o espaço aéreo iraniano esteja livre de riscos.


Poder de fogo iraniano

Outro ponto de controvérsia envolve a alegação de que os programas de mísseis e drones do Irã estariam sendo “amplamente destruídos”. Avaliações recentes de inteligência, no entanto, indicam que mais da metade dos lançadores de mísseis ainda está intacta e que o país mantém milhares de drones operacionais.

Dados internos também contradizem afirmações públicas de Hegseth sobre a redução de ataques iranianos. Segundo fontes, houve períodos anteriores com números ainda menores de lançamentos, o que enfraquece a narrativa de que as ofensivas americanas teriam reduzido drasticamente a capacidade inimiga.

Analistas e autoridades também questionam o uso do volume de ataques como principal métrica de sucesso. Para eles, o Irã estaria mudando de estratégia, priorizando precisão e eficiência em vez de quantidade.

O conflito já deixou ao menos sete soldados americanos mortos em contra-ataques iranianos, além de dezenas de feridos. Em outro incidente, durante reabastecimento aéreo, seis militares também acabaram morrendo.

Segundo avaliações internas, o Irã teria reduzido temporariamente o ritmo de ataques para preservar seu arsenal, enquanto os próprios estoques de munição dos EUA e de aliados, como Israel, também começam a diminuir.

Relatórios indicam ainda que a taxa de acerto dos ataques iranianos tem aumentado, com mais projéteis conseguindo furar sistemas de defesa e atingir alvos. Um exemplo recente foi a destruição de uma aeronave de vigilância americana em uma base na Arábia Saudita.

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