Senado adia debate sobre buscas em imóveis de Cristina Kirchner
A Justiça argentina tenta determinar se Cristina liderou uma ampla rede de corrupção que implicou políticos e empresas importantes
Internacional|Beatriz Sanz, do R7, com agências internacionais

A ex-presidente e senadora argentina Cristina Kirchner obteve nesta quarta-feira o apoio do Senado, onde manteve a imunidade que impede a Justiça de confiscar algumas de suas propriedades como parte de uma investigação de subornos durante seu governo.
A Justiça tenta determinar se Cristina liderou uma ampla rede de corrupção que implicou políticos e empresas importantes, um escândalo que estourou neste mês graças às cópias de cadernos com anotações que o motorista de um dos acusados guardava.
Para registrar as propriedades da ex-presidente a Justiça precisa da chancela do Senado, que também deveria decidir se a privará de imunidade caso o juiz Claudio Bonadio, responsável pela investigação, peça a prisão da atual senadora no futuro.
Mas a Câmara Alta do Congresso não reuniu a quantidade necessária de parlamentares para tratar do pedido da Justiça.
Esta foi a segunda vez que o Senado não discute a questão. O primeiro adiamento ocorreu porque alguns senadores alegaram não ter tido tempo suficiente para ler os documentos enviados pelo juiz Claudio Bonadio para justificar as operações de busca.
Acompanhe o noticiário internacional no R7
Para que a sessão fosse realizada hoje, era preciso que 37 senadores estivessem presentes no Senado, mas só 36 compareceram. Apesar de dividido sobre como lidar com as denúncias de corrupção contra a ex-presidente, o peronismo tem maioria na casa.
A previsão é que o caso seja debatido na próxima quarta-feira (22).
"Lamentavelmente não tivemos o quórum necessário, e vamos pedir uma sessão por escrito para a próxima quarta-feira", disse Ángel Rozas, senador da coalizão governista Cambiemos, aos repórteres.
Executivos de empresas importantes e ex-funcionários se declararam "arrependidos" recentemente para obter benefícios judiciais.
Suas declarações expuseram o sistema de corrupção que visava financiar o peronismo governante entre 2003 e 2015 com pagamentos ilegais realizados por empreiteiras para conseguir licitações de obras, segundo a imprensa local.
Várias testemunhas apontaram o falecido ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) e sua sucessora e viúva Cristina (2007-2015) como líderes do sistema.











