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Senadores governistas viajam à Venezuela para "dialogar com todos os setores"

Internacional|Do R7

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Brasília, 24 jun (EFE).- Um grupo de senadores da base aliada da presidente Dilma Rousseff viajou nesta quarta-feira a Caracas com a intenção de "dialogar com todos os setores venezuelanos", indicou o senador Roberto Requião, um dos integrantes da missão. "Vamos com outro propósito", disse Requião antes do embarque, em alusão ao grupo liderado pelo ex-candidato presidencial e senador Aécio Neves que esteve no país na última semana para visitar os opositores presos, impedido de cumprir a agenda de encontros. Fontes do Senado disseram à Agencia Efe que a comitiva iniciará suas atividades amanhã, quando visitarão a sede da Assembleia Nacional para dialogar com deputados que apoiam o governo de Nicolás Maduro e também da oposição. Além disso, eles pretendem se reunir com as "vítimas das 'guarimbas'", como as manifestações violentas são chamadas na Venezuela, e com familiares dos opositores detidos. O grupo de senadores, no entanto, não pretende visitar os presos. A agenda também inclui uma visita à promotoria da Venezuela para obter informações sobre as acusações contra os opositores detidos e as condições da reclusão. Além de Requião, formam a comitiva os senadores Telmário Mota (PDT), Lídice da Mata (PSB), Randolfe Rodrigues (PSL), Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Lindbergh Farias (PT). "É um dever do Brasil, e também da diplomacia parlamentar, identificar e promover condições para o diálogo, a pacificação e a redução da agressividade que marcou o processo democrático venezuelano", afirmou Requião. A nova missão parlamentar chegará à Venezuela depois de as autoridades terem marcado para o dia 6 de dezembro as próximas eleições parlamentares no país. A falta de definição para a data do pleito era um fator de conflito e gerava preocupação em alguns países, como o próprio Brasil, que em várias ocasiões pediu ao governo de Maduro para convocar as eleições. Na semana passada, a visita dos senadores da oposição foi marcada por polêmicas, geradas por protestos de manifestantes "chavistas" que teriam impedido que o grupo chegasse a Caracas, sendo obrigado a permanecer no aeroporto de Maiquetía. Os protestos geraram, inclusive, uma dura nota do governo federal, que classificou como "inaceitáveis os atos hostis contra os parlamentares brasileiros" e depois pediu explicações sobre o ocorrido às autoridades venezuelanas. EFE ed/lvl

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