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Site publica cartas de assistente a Trump: ‘O senhor é tudo o que importa para mim’

Natalie Harp estava entre as poucas pessoas que acompanharam Trump em operação de troca de aviões na Turquia

Agência Estado

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cartas de Natalie Harp a Donald Trump foram divulgadas pelo site Daily Beast, onde ela o descreve como "guardião" e "protetor".
  • As cartas foram escritas após viagens a campos de golfe e mostram a proximidade entre Natalie e Trump, gerando preocupação entre membros da campanha.
  • Natalie expressa arrependimento por incidentes durante as viagens e relata distração devido à perda do pai.
  • Ela deseja ser uma versão melhor de si mesma para agradar Trump e lamenta a falta de sintonia anterior, quando apresentava um talk show.

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Natalie Harp
Natalie Harp é uma das assistentes mais próximas de Donald Trump Ken Cedeno/Reuters - 16.08.2026

A assistente de Donald Trump, Natalie Harp, teria enviado cartas ao presidente dos Estados Unidos em 2023, nas quais o descreve como seu “guardião” e “protetor” e afirma que ele é “tudo o que importa para ela”.

As supostas cartas foram divulgadas pelo site americano Daily Beast na quinta-feira (20). O nome de Natalie ganhou notoriedade na última semana após a revelação de que ela estava entre as poucas pessoas que acompanharam Trump quando ele foi retirado do Air Force One na Turquia e colocado em um avião secreto por conta do alerta de um possível ataque iraniano à aeronave presidencial.

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Segundo o Daily Beast, as cartas foram escritas durante ou depois de uma viagem que Natalie e Trump fizeram aos campos de golfe do republicano em Aberdeen e Turnberry, na Escócia, e Doonbeg, na Irlanda, em 2023, um ano antes de o republicano ser eleito para seu segundo mandato.

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O site afirmou que as anotações foram entregues ao autor Michael Wolff enquanto ele escrevia o livro All or Nothing (Tudo ou Nada), que relata os bastidores da campanha de Trump em 2024. Wolff, por sua vez, disse no podcast Inside Trump’s Head que recebeu o material de fontes da campanha de Trump preocupadas com a proximidade entre Natalie e o presidente.

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Segundo ele, as cartas foram encontradas em meio às pilhas de impressões que a assistente entregava a Trump. Ao Daily Beast, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, disse que Natalie é “uma das assessoras mais leais e dedicadas” de Trump. Em uma das cartas, Natalie pede desculpas a Trump. “Achei que tinha sido a única deixada para trás ontem à noite e não fazia ideia de que o carro da Margo também havia sido parado e mandado de volta para o aeroporto”, escreveu Natalie, em referência à assessora de comunicação da Casa Branca, Margo Martin, que, segundo o Daily Beast, também estava na viagem.

“Como eu estava sozinha na van, do lado de fora da alfândega, sem meu passaporte, entrei em pânico e deveria simplesmente ter ligado para o Serviço Secreto em vez de ligar para o senhor”, acrescentou. Depois, ela volta a pedir desculpas, dessa vez por ter caminhado nos campos de golfe em vez de utilizar um carrinho, e afirma ter recebido essa orientação de uma pessoa que trabalhava no local.

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“Se houver qualquer outra coisa que eu tenha feito para lhe causar problemas, por favor, me perdoe.” Ao longo da carta, Natalie relata que estava distraída durante a semana, esquecendo-se de comer e dormir, e que se sentia presa à dor de perder o pai, Robert Harp, que tirou a própria vida em 2020. “Comecei a deixar que os comentários de pessoas que antes não me incomodavam me afetassem — não porque me importe com o que os outros pensam, mas porque vejo minha imagem ser diminuída aos seus olhos e perder sua boa opinião sobre mim”, escreveu a assessora.

Natalie afirma que não quer trazer “nada além de alegria” para a vida de Trump nem decepcioná-lo. “Quero que as coisas estejam sempre bem entre nós”, disse. “O senhor é tudo o que importa para mim.” A assessora também chama Trump de “guardião” e “protetor”.

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Na segunda carta, Natalie relata que o presidente a obrigou a se “desconectar”. “Podíamos estar no campo, sem máquinas, e até esquecer que horas eram! Eu não precisava ser a ‘Impressora Humana’”, escreveu ela, em referência ao apelido que ganhou por seguir o presidente com uma impressora portátil para poder entregar-lhe informações impressas.

Ela volta a citar que se esquecia de comer e dormir e diz que estava começando “a invejar aquelas cujo único ‘trabalho’ parece ser conversar” com Trump e “estar bonitas”.

“Eu quero esse trabalho!” A assistente também afirma sentir saudade da época em que apresentava um talk show e recebia ligações de Trump para conversar “sobre tudo e sobre nada”, apesar de relatar que “odiava” esse emprego. “Quero voltar a ter essa sintonia. Não deveríamos ter que falar de trabalho o tempo todo”, disse.

Natalie relata que precisa “criar uma versão melhor” de si mesma, que deixará Trump “orgulhoso”. “E, por favor, quando eu falhar, o senhor vai me dizer? O senhor tem todo o direito de me dar uma bronca, se necessário, quando eu merecer, porque ninguém me conhece ou se importa comigo mais do que o senhor”, acrescentou.

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