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Sem apoio de aliados importantes, Trump pode ter que recuar das sanções ao Irã

Especialista acrescenta que a China pode ‘abrir uma porta’ a Teerã e dificultar ainda mais os planos de Washington

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã resiste a sanções econômicas dos EUA, desafiando estratégia de Washington.
  • Forças Armadas iranianas estão prontas para responder a ameaças de forma punitiva.
  • China e outros aliados não apoiam a estratégia de asfixia econômica dos EUA.
  • Possibilidade de Trump reconsiderar sanções devido à falta de apoio internacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Irã é tradicionalmente um Estado que não se curva facilmente, o que enfraquece a estratégia dos Estados Unidos de ameaçar sanções econômicas totais, segundo o professor de direito e relações internacionais Kleber Galerani. Em entrevista ao Conexão Record News, ele analisa a promessa de uma “resposta devastadora” de Teerã ao anúncio de Washington.

Nesta sexta-feira (21), o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas disse que o Exército está em prontidão em terra, mar, defesa aérea e ciberespaço para responder às novas ameaças de forma esmagadora e punitiva. O presidente do parlamento iraniano, principal negociador em conversas com os EUA, afirmou que Washington percebeu que não conseguiria prevalecer em um confronto militar direto.


Regime já vem sendo sancionado de longa data e não tem apresentado concessões Reprodução / Record News

“Esse anúncio estadunidense de sanções mais duras é uma busca de ir asfixiando economicamente o regime iraniano. Ocorre que nós estamos falando de um regime que já vem sendo sancionado de longa data e, de algum modo, não tem apresentado concessões, e nesse contexto isso indica muito daquilo que tem os Estados Unidos de desafio pela frente”, pontua Galerani.

No entanto, há um elemento discursivo importante na posição do Irã. “Nós observamos no campo das relações internacionais que o discurso também é importante, e essa sinalização iraniana muitas vezes faz com que haja uma reflexão, uma reanálise não só aos Estados Unidos da América, mas também aos aliados.”


O especialista destaca que, para que a pressão econômica seja efetiva, seria necessário o apoio de aliados que já demonstraram não acreditar na estratégia. Além disso, a China também poderia ‘abrir uma porta’ a Teerã. “Nós temos muitos Estados em jogo, é uma operação de alta precisão com margem muito pequena para erro, em que o discurso conta e conta muito, como nós temos observado”. Segundo ele, é possível que, mais uma vez, vejamos Donald Trump recuar.

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