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Sobe para 20 número de mortos por homem-bomba no Paquistão

Bomba caseira estava escondida em um saco de batatas e feriu outras 40 pessoas. Oficiais acreditam em ataque contra a minoria xiita hazara

Internacional|Do R7

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Funeral de vítimas de explosão em Quetta, no Paquistão
Funeral de vítimas de explosão em Quetta, no Paquistão

Pelo menos 20 pessoas morreram, quase a metade delas pertencentes à minoria xiita hazara, e 40 ficaram feridas após a explosão nesta sexta-feira (12) de uma bomba escondida em um saco de batatas em um mercado no oeste do Paquistão.

"Uma grande explosão aconteceu no começo da manhã na região de Hazarganji na cidade de Quetta, quando um grande número de pessoas se encontrava no mercado", disse à Agência Efe um porta-voz da polícia local, Fraz Hussain.


A bomba de fabricação caseira estava escondida em um saco de batatas e causou a morte de 20 pessoas e ferimentos em outras 40, afirmou, por sua vez, à Efe o porta-voz da polícia Muhammad Ramzan.

Além disso, Hussain explicou que as primeiras pesquisas indicam que foi um ataque contra a minoria xiita hazara, muito perseguidos no país asiático.


Em entrevista à televisão local "Dawn", o inspetor-geral adjunto da cidade, Abdul Razzaq Cheema, também considerou provável que se tratou de um ataque voltado contra essa minoria, que costuma comparecer diariamente ao mercado com escolta policial.

Nesta ocasião, o comboio era formado por "11 veículos e 55 pessoas", explicou Cheema, detalhando que as forças de segurança estavam protegendo o grupo tanto no início como no final do comboio.


"A polícia fechou as portas (do mercado) para que ninguém pudesse entrar", explicou Cheema.

No entanto, a medida foi insuficiente, já que as primeiras investigações indicam que a bomba tinha sido colocada antes que o grupo chegasse ao mercado.


Após essas declarações, Ziaullah Langove, ministro de Interior da província de Baluchistão, onde ocorreu o atentado, rejeitou a versão de que os hazaras eram o alvo do ataque, ao assinalar em entrevista coletiva que o atentado não era direcionado contra "uma comunidade específica".

Os hazaras são uma minoria étnica originária do centro da Ásia que costuma sofrer ataques sectários de grupos fundamentalistas da maioria muçulmana sunita.

Em 2013, três massacres em bairros xiitas e hazaras das cidades de Quetta e Karachi causaram mais de 250 mortos.

O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, condenou o ataque de hoje em comunicado e pediu que os "feridos recebam o melhor tratamento possível".

Quetta, capital da província de Baluchistão, é uma das localidades mais conflituosas do Paquistão, com a presença de grupos armados separatistas, facções talibãs e células jihadistas.

Em julho do ano passado, 149 pessoas morreram em um atentado nessa província em um comício eleitoral durante a campanha das eleições gerais, no pior ataque da história do país.

A violência terrorista diminuiu notavelmente no Paquistão desde que o exército lançou uma operação nas regiões tribais do noroeste em junho de 2014, que mais tarde foi ampliado para o restante do país.

Nessa operação morreram 3.500 supostos terroristas, de acordo com dados do exército não verificados de forma independente

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