Sobe para 9 número de mortos em confrontos no Líbano
Internacional|Do R7
(Atualiza número de mortos) Beirute, 1 dez (EFE).- Os confrontos entre partidários e oposicionistas do regime sírio continuaram neste domingo na cidade de Trípoli, no norte do Líbano, onde um novo surto de violência causou a morte de pelo menos nove pessoas e deixou outras 70 feridas, informou a "Agência Nacional de Notícias" (ANN). Depois de uma manhã de relativa calma, houve distúrbios entre moradores dos bairros rivais de Bab el Tebaneh, de maioria sunita, e Yabal Mohsen, de predomínio alauita, seita à qual pertence o presidente da Síria, Bashal al Assad. A violência se disseminou depois para outras áreas de Trípoli, a segunda maior cidade do Líbano e cenário frequente de combates desde o início do conflito na Síria, em março de 2011. Além disso, os combatentes fizeram disparos de metralhadora nos bairros de Ghoraba, Zahriyeh, Souk el Qameh, Rifa e Manjubin. O exército não conseguiu pôr fim à atividade dos franco-atiradores, que continuam paralisando a rodovia que une Trípoli com a região de Akkar, que faz limite com a Síria. Grupos de jovens também bloquearam a rua Bab al-Hadid, após a detenção de vários dos seus simpatizantes. Um panfleto assinado pelo grupo Awlia el Dam diz que os combates terminarão até a detenção do chefe do Partido Democrático (alauita) Rifaat Eid e de seu pai, supostamente envolvidos no duplo atentado contra mesquitas de agosto e que causou 47 mortos e 900 feridos. O ministro do Interior, Marwan Charbel, disse hoje que as forças de segurança responderão com "mão de ferro" aos que perturbam a calma em Trípoli e até "instaurar a segurança". Em entrevista ao jornal "Al Mustaqbal", o ministro lamentou que a deterioração da situação na cidade se deva ao conflito sírio. A tensão se agravou em Trípoli na quinta-feira depois que moradores de Yabal Mohsen hastearam bandeiras sírias e fotos de Assad, o que foi considerado uma provocação por seus rivais de Bab el Tebaneh, que ergueram o estandarte da rebelião. Desde o início dos confrontos na Síria, em março de 2011, o Líbano vem sendo cenário de enfrentamentos entre partidários e opositores do regime sírio, assassinatos, ataques na fronteira, atentados terroristas e sequestros. Além disso, persiste a tensão no campo de refugiados palestinos de Ain al-Hilweh (o maior do Líbano), localizado na entrada da cidade de Sidon, depois que um homem usando máscara matou a tiros um membro da facção do Fatah e feriu outras duas pessoas, informou a imprensa local. EFE ks/cdr/id












