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Socialistas portugueses endurecem oposição e anunciam moção de censura

Internacional|Do R7

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Lisboa, 22 mar (EFE).- O Partido Socialista (PS) de Portugal endureceu nesta sexta-feira sua oposição ao governo conservador e anunciou a apresentação de uma moção de censura ao Executivo. O primeiro-ministro luso, Pedro Passos Coelho, no entanto, deverá superá-la graças à maioria absoluta que o governo tem no Parlamento. Um porta-voz do partido, o ex-ministro José Vera Jardim, explicou que a decisão representa uma "ruptura com o governo" e a justificou pela "tragédia econômica e social que o país vive, pelo erro das políticas de austeridade adotadas e pela insistência do Executivo nessas medidas". A decisão socialista foi criticada pela coalizão conservadora de governo como uma ação irresponsável, que embora não possa derrubar o Executivo por sua maioria absoluta, causa prejuízos à imagem do país. Esta será a primeira moção de censura apresentada pelo PS desde que o partido perdeu o poder há 21 meses para os conservadores, que já superaram outras três reprovações no Parlamento promovidas por partidos marxistas e nas quais os socialistas se abstiveram. A moção foi proposta pelo secretário-geral dos socialistas, António José Seguro, à Comissão Política do PS, que a aprovou por unanimidade após uma longa reunião nesta madrugada. O PS, que assinou as condições do resgate de Portugal pouco antes de perder as eleições de 2011, endureceu notavelmente nos últimos meses seu discurso contra as medidas de austeridade no país e pediu uma mudança de rumo na política econômica, com prioridade ao crescimento. "O governo diz que este é o caminho correto, mas os portugueses todos os dias veem que a situação piora cada vez mais", criticou Vera Jardim. Os socialistas sublinharam, no entanto, que só desejam voltar ao poder após a realização de eleições. A moção de censura contra Passos Coelho foi defendida nas últimas semanas por vários líderes do PS, entre eles Mário Soares, que aos 88 anos ainda é uma das vozes mais respeitadas do partido. Os socialistas não precisaram ainda que dia apresentarão oficialmente a moção, que deverá ser discutida 48 horas depois no Parlamento. O governo conservador conta com 132 dos 230 deputados graças a uma aliança entre sociais-democratas e democratas-cristãos e não terá dificuldades em superar a moção, como ocorreu com as três anteriores. EFE otp/dk

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