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Sociedade Interamericana de Imprensa condena assassinato de jornalistas no Brasil e no Perú

Mafaldo Bezerra Góes e Luis Choy morreram com disparos que atingiram a cabeça e o peito dos jornalistas

Internacional|Do R7

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A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) repudiou nesta terça-feira (26) o assassinato de dois jornalistas, o brasileiro Mafaldo Bezerra Góes e o peruano Luis Choy, e pediu investigações rápidas para levar os autores dos crimes à Justiça.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, expressou suas condolências e solidariedade aos colegas e parentes dos jornalistas assassinados.


— Pedimos uma investigação profunda para conhecer os motivos, encontrar os assassinos e levá-los à Justiça.

Na última sexta-feira (22), Mafaldo Bezerra Góes, de 61 anos e diretor de um programa na "Rádio Jaguaribe FM", foi assassinado no município de Jaguaribe, no estado do Ceará.


Bezerra caminhava pela manhã em direção à estação de rádio quando dois sujeitos em uma motocicleta dispararam cinco tiros contra o jornalista, o atingindo na cabeça e no peito, o que causou sua morte.

Segundo a imprensa local e investigações preliminares da polícia, o jornalista tinha recebido ameaças de morte anteriormente. Seu assassinato pode estar relacionado com a informação que divulgava em seu programa, no qual denunciava atos de corrupção.


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Já no Peru, o repórter fotográfico Luis Choy do "El Comercio de Lima" foi assassinado. O jornal informou o fotógrafo, de 34 anos, saía de sua casa no último sábado (23) quando percebeu que um homem o aguardava na rua.

Após descer de seu veículo e trocar algumas palavras com o desconhecido, recebeu dois tiros do mesmo, um na cabeça e outro no peito. A polícia peruana descartou o latrocínio como motivo do crime.

Paolillo, diretor da publicação uruguaia "Búsqueda", destacou em comunicado à SIP que lhe preocupa a falta de garantias e segurança de muitos comunicadores durante a cobertura jornalística.

— Este é um tema que queremos continuar abordando até chegar a um consenso sobre quais são as medidas adequadas para garantir a integridade física dos jornalistas. Nem nós, nem os governos, podemos permanecer inalterados quando os jornalistas continuam morrendo como moscas na América Latina.

A SIP realizará entre os dias 8 e 11 de março deste ano uma reunião em Puebla, no México, na qual vai analisar a situação da liberdade de imprensa na América, a expansão do fenômeno da violência contra a imprensa e as responsabilidades que devem ser compartilhadas entre o Estado, os jornalistas e os meios de comunicação para acabar com este problema.

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