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Suécia diz que 2 de seus diplomatas foram expulsos da Rússia

A tensão entre Suécia e Rússia aumentou nos últimos anos, com denúncias mútuas de violações do espaço aéreo, sobretudo pelo lado sueco

Internacional|Da EFE

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A Suécia deteve um russo suspeito de espionagem
A Suécia deteve um russo suspeito de espionagem

As autoridades da Rússia ordenaram a expulsão de dois diplomatas suecos em resposta à recusa de Estocolmo de conceder vistos para representantes de Moscou, informou nesta quarta-feira (8) o Ministério das Relações Exteriores da Suécia.

"A Suécia tinha informado anteriormente que não renovaria o visto de um diplomata russo e rejeitaria as solicitações russas de vistos diplomáticos. Como resposta, a Rússia pediu que os dois representantes suecos deixassem o país", disse à emissora pública "SR" Sofia Nahringbauer, porta-voz de Relações Exteriores do país escandinavo.


O serviço de inteligência sueco, Säpo, deteve no final de fevereiro uma pessoa suspeita de realizar atividades de espionagem enquanto jantava em um restaurante em Estocolmo com um oficial de inteligência da Rússia.

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O Säpo informou semanas mais tarde que o oficial tinha uma posição importante no serviço de espionagem russo, mas que residia na Suécia com um visto diplomático, por isso solicitou que ele deixasse o país.


A tensão entre Suécia e Rússia aumentou nos últimos anos, com denúncias mútuas de violações do espaço aéreo, sobretudo pelo lado sueco.

O episódio mais grave aconteceu em outubro de 2014, quando Estocolmo informou sobre uma violação de seu território por um suposto submarino estrangeiro, apontando de forma indireta para a Rússia, apesar de as principais provas, fotos tiradas por cidadãos comuns, terem sido descartadas meses mais tarde.


A Suécia mudou sua política de defesa. O país intensificou a colaboração com a Otan, da qual é associado, e aprovou várias verbas adicionais para aumentar o orçamento nessa área.

Dentro dessa política foram criadas medidas como o envio, pela primeira vez em quase 15 anos, de um destacamento permanente à ilha báltica de Gotlândia, o restabelecimento do serviço militar obrigatório e a permissão para a mobilização de tropas da Otan em território sueco.

As autoridades suecas também reeditaram e enviaram para quase 5 milhões de lares uma guia com informação sobre como agir caso o país se encontre em estado de emergência ou haja um conflito bélico, uma campanha que não ocorria há 30 anos.

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