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Supremacista é preso nos EUA após tentar incendiar asilo judaico

O homem tentou explodir um galão de gasolina diante de um asilo mantido por judeus; a data correspondia a um 'evento' criado em rede social

Internacional|Do R7

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Asilo mantido por uma fundação judaica em Massachusetts era o alvo
Asilo mantido por uma fundação judaica em Massachusetts era o alvo

Um homem de 36 anos foi preso na quarta-feira (15) no estado de Massachusetts (EUA), acusado de tentar incendiar um asilo mantido por uma associação judaica. Segundo o FBI, o local foi debatido como possível alvo de atentado em sites de grupos de supremacistas brancos.

Leia também: Supremacistas brancos querem usar coronavírus como arma


De acordo com a denúncia, a tentativa de incêndio aconteceu no dia 3 deste mês. O homem colocou um galão de gasolina na entrada do asilo Ruth's House, na cidade de Longmeadow, e tentou colocar fogo no combustível. Por sorte, ninguém se feriu.

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A polícia encontrou um panfleto de conteúdo religioso queimado na boca do galão, que deveria ter servido de pavio para o explosivo, mas se apagou. Havia sangue no objeto e o DNA levou os investigadores até o homem de 36 anos.


"Ele colocou um artefato incendiário caseiro perto da entrada do asilo, que por sua vez fica próximo a três sinagogas, uma escola particular judia e um centro comunitário judeu", explicou Joseph R. Bonavolonta, chefe do escritório do FBI em Boston, em um comunicado. "Este caso demonstra a ameaça real dos grupos extremistas".

Evento para "matar judeus"

Agentes do FBI vinham vigiando um grupo de supremacistas brancos que usou duas redes sociais para estimular e planejar atentados terroristas contra grupos religiosos e étnicos dentro dos EUA.


Em alguns posts, os supremacistas listavam possíveis alvos para os ataques, como mesquitas e sinagogas. Um dos membros do grupo sugeriu como alvo "aquele asilo judeu em Longmeadow".

Segundo os investigadores, o grupo chegou a criar um "evento" na agenda do grupo chamado "dia de matar judeus", marcado para 3 de abril e com endereço no "asilo de judeus". Seis membros do grupo confirmaram "presença".


Versão do acusado

Quando foi interrogado por agentes, o acusado de início negou categoricamente qualquer envolvimento ou interesse em grupos supremacistas. Mas quando confrontado com os exames de DNA, mudou de comportamento, "disse que não sabia o que estava fazendo e que queria chorar", segundo a denúncia.

O homem terá sua primeira audiência esta semana via videoconferência, segundo a promotoria de Massachusetts, já que os tribunais do estado estão fechados durante a pandemia de coronavírus. Ele pode ser condenado a até 20 anos de prisão.

O asilo que ele tentou incendiar já estava em quarentena no dia do crime. Segundo a imprensa local, até agora nenhum dos moradores tem diagnóstico de coronavírus. O estado de Massachusetts já tem cerca de 30 mil casos e 1,1 mil mortes por covid-19.

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