Suspeito de atentados em Boston saiu da Rússia "disposto a matar", diz secretário de Estado dos EUA
O irmão mais novo de Tamerlan Tsarnaev admitiu às autoridades que ambos colocaram e detonaram as bombas
Internacional|Do R7
O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou nesta quarta-feira (24) que Tamerlan Tsarnaev, suspeito dos atentados de Boston e morto em um tiroteio com as autoridades, retornou de sua viagem à Rússia em 2012 "disposto a matar".
Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos e suposto coautor dos atentados ocorridos em 15 de abril durante a maratona de Boston, viajou à Rússia em 2012, "aprendeu algo onde esteve e voltou (aos EUA) disposto a matar", disse Kerry aos jornalistas na Bélgica, onde se encontra em viagem oficial.
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O jovem e seu irmão Dzhokhar, de 19, ambos de origem tchetchena, são suspeitos de colocar as duas bombas que explodiram durante a popular maratona de Boston (Massachusetts) e matar três pessoas, causando ferimentos em mais de 280.
A rua Boylston de Boston, o lugar onde explodiram as bombas fabricadas pelos irmãos com panelas de pressão, reabriu hoje ao público. Dzhokhar permanece em um hospital de Boston onde ingressou na sexta-feira à noite após ser detido e seu estado passou na segunda-feira de "grave" a "favorável".
O irmão mais novo admitiu às autoridades que colocaram e detonaram as bombas, e das entrevistas que lhe fizeram os investigadores concluíram que atuaram sós, por motivos religiosos em defesa do islã e movidos pela rejeição às guerras dos EUA no Iraque e Afeganistão. Dzhokhar foi acusado formalmente de acusações que incluem o "uso de armas de destruição em massa" e que podem levá-lo à pena de morte ou prisão perpétua.
Em sua fuga das autoridades quando se descobriu seu envolvimento nos atentados, os Tsarnaev teriam matado na quinta-feira um policial universitário, Sean Collier, em cuja memória foi realizada hoje uma missa no MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts).
Enquanto isso, um fundo criado em benefício das vítimas dos atentados já arrecadou cerca de R$ 40 milhões (US$ 20 milhões) com doações de mais de 50 mil pessoas, segundo anunciou ontem o prefeito de Boston, Thomas Menino.
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