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Terroristas suicidas atacam hotel na Líbia e matam 5 estrangeiros

Homens teriam se suicidado após serem informados que não conseguiriam fugir

Internacional|Ansa

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Um grupo de terroristas atacou o hotel Corinthia, em Trípoli, na Líbia, com um carro-bomba e matou três agentes de segurança e cinco estrangeiros nesta terça-feira (27). 

Os quatro terroristas que fizeram o ataque explodiram bombas presas aos seus corpos após serem informados que não tinham por onde escapar, informaram as autoridades de segurança ao site líbio el-Wasat. 


Após a explodir a entrada, um grupo de dois a cinco homens invadiu o hotel e fez um número ainda indeterminado de reféns no 26º andar.

Cinco estrangeiros teriam morrido durante o sequestro, informaram fontes às emissoras estrangeiras. Segundo fontes, eles eram filipinos. Em um comunicado, o grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis) reivindicou a autoria do atentado afirmando ser uma vingança pela morte de Abu Anas al-Libi, um dos líderes da Al Qaeda, no dia 3 de janeiro.


Porém, a mídia local afirma que os extremistas pertencem ao Fajr Libya, que na noite de ontem (26), conquistaram uma área do centro de Trípoli. Um tweet publicado por um grupo afiliado ao EI afirmou que o ataque tinha como objetivo "diplomatas do exterior".

O Corinthia é muito famoso por hospedar autoridades em visita ao país e é o local onde mora o primeiro-ministro do GNC (Congresso Geral Nacional), Omar al-Hassi, que não estava no local.


O estabelecimento, que tem como proprietário um empresário de Malta, foi evacuado — assim como todos os hotéis da capital. As forças de segurança da cidade isolaram o quarteirão onde fica o hotel e testemunhas relatam uma troca de tiros frequente. 

França desmantela célula jihadista


O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, informou que as autoridades desmantelaram uma célula jihadista "perigosa e organizada" no país. Para ele, os cinco indivíduos presos na região de Lunel são membros de um grupo de combatentes que foram treinados na Síria e no Iraque. Todos têm entre 26 e 44 anos.

Aos jornalistas, Cazeneuve afirmou que o governo francês tem "determinação total para neutralizar as ameaças a nossa liberdade". 

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