Tribunal espanhol suspende depoimento da infanta Cristina como acusada
Internacional|Do R7
Palma de Mallorca (Espanha), 7 mai (EFE).- A segunda filha do Rei da Espanha, a infanta Cristina, não terá que depor como acusada para responder sobre um suposto caso de corrupção, no qual seu marido Iñaki Urdangarin também está envolvido. Trata-se do "caso Nóos", que faz referência a uma investigação sobre o suposto desvio de seis milhões de euros de fundos públicos do instituto que leva esse mesmo nome, que foi presidido por Urdangarin entre 2003 e 2006. O Tribunal de Palma de Mallorca não chamou Cristina para depor e suspendeu a acusação sobre o "possível delito contra a Fazenda Pública e lavagem de dinheiro", porque espera que a infanta forneça mais informações sobre o fato. O Tribunal considerou assim, parcialmente, um recurso da Procuradoria anticorrupção contra a decisão do juiz que instrui o caso, José Castro, que em abril constituiu a infanta Cristina acusada no processo. Foi pedido ao juiz Castro que solicite à Agência Tributária que esclareça "as incertezas e dúvidas" que existem, que realize audiências com as partes e que decida se mantém ou não as acusações por delito fiscal e se por isso "é possível citar a infanta em qualidade de acusada". Foi pedido também ao instrutor que peça à defesa de Diego Torres - o outro acusado pelo caso junto a Urdangarin,- que forneça os e-mails que pretende utilizar "em sua defesa e em prejuízo do outros acusados" dentro de um prazo determinado e irrevogável. Uma vez analisados, o juiz Castro "deverá se pronunciar definitivamente sobre a parte da investigação no que diz respeito à Infanta" com relação a sua participação nas atividades relacionadas com o Instituto "Nóos" O tribunal reiterou que as indagações sobre um eventual delito fiscal "não foram conclusivas e estão sendo submetidas a investigação que releverá se há indícios de delito com relação à infanta". A ordem emitida hoje inclui um voto particular de um dos magistrados, que disse "respeitar" a opinião de seus companheiros de tribunal, mas se pronunciou a favor de que a infanta seja acusada. O magistrado justificou que os indícios da investigação podem constituir uma suposta cooperação necessária ou uma cumplicidade em relação aos delitos supostamente cometidos por Urdangarin e Torres. EFE nac/ff











