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Trump afirma que Irã ‘quer muito’ chegar a um acordo com os EUA

Declaração acontece após bloqueio no estreito de Ormuz entrar em vigor nesta segunda-feira (13)

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump afirmou que o Irã "quer muito" um acordo com os EUA após ameaçar eliminar navios iranianos.
  • O governo iraniano, através de seu ministro da Defesa, declarou que está preparado para qualquer agressão e que a resposta será dura.
  • As Forças Armadas dos EUA impuseram um bloqueio no estreito de Ormuz, com a possibilidade de interceptação de embarcações não autorizadas.
  • As tensões aumentaram na região após falhas nas negociações e o Irã ameaçou retaliar contra portos de países vizinhos do Golfo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente dos EUA, Donald Trump
Trump ameaçou eliminar navios iranianos que passarem por estreito de Ormuz Nathan Howard/Reuters - 06.04.2026

O presidente Donald Trump disse que o Irã ‘quer muito’ chegar a um acordo com os EUA. A declaração foi dada no início da tarde desta segunda-feira (13), horas após ameaçar eliminar os navios iranianos que tentarem passar pelo bloqueio no estreito de Ormuz.

A informação não foi confirmada pelo governo iraniano. Mais cedo, o ministro interino da Defesa do Irã declarou que o país está preparado para “qualquer cenário” e advertiu que qualquer agressão contra ele resultará em uma “resposta dura e decisiva”, segundo declarações transmitidas pela televisão estatal iraniana.


O brigadeiro-general Majid Ibn Reza afirmou que as forças armadas iranianas estão em “alerta máximo de combate”, informou a Press TV.

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Em outra declaração, o Ministério da Defesa afirmou possuir estoques militares substanciais, de acordo com comentários divulgados pelo Clube de Jovens Jornalistas, um veículo semioficial afiliado à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês).


O porta-voz da Defesa, Sardar Talaei-Nik, afirmou que as “reservas estratégicas” das Forças Armadas, incluindo mísseis e drones, estavam “suficientemente e adequadamente abastecidas antes do início de qualquer conflito”.

O bloqueio entrou em vigor às 11h. As Forças Armadas dos EUA informaram que qualquer embarcação que entre ou saia da área bloqueada sem autorização estará sujeita a interceptação, desvio e captura.


Trump, disse em uma postagem no Truth Social nesta segunda (13), que 34 navios passaram pelo estreito de Ormuz no domingo.

A restrição, segundo o comando norte-americano, abrange toda a costa do Irã, incluindo portos e terminais petrolíferos.


O comunicado prevê exceções para remessas de caráter humanitário, como alimentos, medicamentos e outros suprimentos essenciais, que poderão circular mediante inspeção.

O anúncio ocorre em meio à escalada das tensões na região. Teerã ameaçou retaliar contra portos de países vizinhos do Golfo após as negociações do fim de semana não resultarem em acordo para encerrar o conflito, o que aumentou o risco de colapso do cessar-fogo.

Impactos do bloqueio

O bloqueio americano representa uma inversão da abordagem dos EUA até o momento. Mesmo enquanto os Estados Unidos atacavam o Irã, autoridades americanas tomaram medidas que permitiram o fluxo de petróleo iraniano para limitar a pressão sobre os preços da energia em todo o mundo.

Alguns analistas econômicos apontam que a medida tem como objetivo acabar com o controle efetivo do Irã sobre o estreito.

As autoridades iranianas, entretanto, estão bem cientes da pressão sobre Trump em decorrência da alta dos preços da energia. Em uma publicação nas redes sociais no domingo, o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, escreveu: “Aproveitem os preços atuais da gasolina. Com o tal ‘bloqueio’, logo vocês sentirão falta da gasolina a US$ 4 ou US$ 5”.

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