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Trump ameaça ‘bombardeios maiores’, e Irã diz que ataques ‘tornam inútil’ cessar-fogo

Presidente americano disse que Teerã está em contato com Washington para tentar chegar a um acordo

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump ameaçou realizar bombardeios ainda maiores contra o Irã, mas afirmou estar aberto a uma solução negociada.
  • Os EUA desativaram sistemas de defesa iranianos e sobrevoaram o território, mas Trump quer evitar danos à infraestrutura civil.
  • O Irã acusou os EUA de violar o cessar-fogo, tornando o acordo praticamente inútil, e destacou a responsabilidade dos EUA pelas consequências.
  • A Guarda Revolucionária do Irã retaliou com ataques a bases americanas, alegando legítima defesa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump afirmou que as forças americanas atacarão o Irã “muito duramente” Molly Riley/White House - 16.04.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que os bombardeios americanos contra o Irã serão “ainda maiores” durante esta noite, mas indicou que segue aberto a uma solução negociada para o conflito.

Em entrevista à Fox News, Trump disse que Teerã está em contato com Washington para tentar chegar a um acordo. “O Irã está negociando conosco para chegar a um acordo, mas eles são orgulhosos”, declarou.


Mais cedo, em publicação na Truth Social, Trump afirmou que as forças americanas atacarão o Irã “muito duramente” na noite desta quinta-feira — e ameaçou assumir o controle da Ilha de Kharg e de outras infraestruturas energéticas iranianas.

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Apesar de afirmar à Fox News que sua preferência seria tomar a Ilha de Kharg, um dos principais terminais de exportação de petróleo iraniano, Trump reconheceu que não sabe se os EUA têm “apetite” para essa medida.


O presidente voltou a adotar um tom agressivo ao dizer que Washington “não está atingindo o Irã com força suficiente” e que os ataques desta noite serão ainda “mais poderosos”.

Trump também afirmou que os EUA desativaram mísseis, radares e outros sistemas de defesa iranianos e que aeronaves americanas estão sobrevoando o território do país. “Temos o Irã exatamente onde queremos”, disse. Segundo ele, o regime iraniano é “bom apenas em propaganda, não em lutar”.


Ao mesmo tempo, o republicano reiterou que prefere evitar ataques contra infraestrutura civil. Trump afirmou que não deseja atingir pontes de usinas de energia ou instalações de tratamento de água, argumentando que a população seria diretamente prejudicada. “As pessoas não conseguiriam beber água. Eu não quero fazer isso”, declarou.

O presidente também voltou a afirmar que não permitirá que o Irã obtenha armas nucleares e disse que prefere alcançar um acordo diplomático “agora”.


Questionado sobre uma eventual operação terrestre, afirmou que não deseja enviar tropas ao país, embora tenha ressaltado que poderia fazê-lo se mudar de ideia.

Irã critica ataques dos EUA

O governo do Irã acusou os Estados Unidos de uma nova “violação flagrante” do cessar-fogo com sua “agressão generalizada” contra o país, e ressaltou que essas ações de Washington “tornam praticamente inútil” o acordo alcançado em 8 de abril para cessar o fogo após o conflito iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o país asiático.

“Os ataques ilegais e criminosos dos Estados Unidos nas últimas horas não são apenas uma grave violação da Carta das Nações Unidas e das normas fundamentais do Direito Internacional (...) mas também tornam o acordo de cessar-fogo praticamente inútil”, advertiu o Ministério das Relações Exteriores do Irã, que destacou que a responsabilidade pelas “consequências perigosas” dessas ações recai totalmente sobre “a elite governante” do país norte-americano.

Da mesma forma, reiterou por meio de um comunicado que “o uso contínuo do território e das instalações de alguns países da região pelo Exército terrorista dos Estados Unidos para preparar e realizar operações agressivas contra o Irã coloca esses países do lado do agressor”.

“A República Islâmica do Irã relembra com firmeza as obrigações legais e morais de todos os países da região no que diz respeito a impedir que o Exército terrorista dos Estados Unidos use seu território, instalações e recursos para cometer um crime de agressão contra o Irã, ao mesmo tempo em que ressalta sua determinação em neutralizar as fontes desses ataques”, afirmou.

Nesse sentido, enquadrou sua resposta no “direito inerente à legítima defesa”, depois que a Guarda Revolucionária reivindicou ataques contra bases americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia, sem que, até o momento, os Estados Unidos tenham se pronunciado sobre possíveis vítimas ou danos.

O ministro insistiu ainda na “responsabilidade compartilhada” dos membros da ONU ao “se oporem claramente à violação flagrante dos princípios fundamentais e dos propósitos da Carta das Nações Unidas por parte dos Estados Unidos e do regime sionista”.

“Sem dúvida, o silêncio e a inércia diante da ilegalidade e da intimidação dos Estados Unidos e do regime sionista empurrarão o mundo ainda mais para o caos e a miséria”, alertou, ao mesmo tempo em que argumentou que “emitir comunicados em uma situação em que não há dúvida alguma sobre a natureza agressiva das ações dos Estados Unidos e do regime sionista não é algo responsável e apenas encorajará os agressores a continuar com suas ilegalidades”.

O comunicado foi publicado após um segundo dia consecutivo de ataques cruzados na região entre Washington e Teerã, já que, na véspera, a Guarda Revolucionária reivindicou o lançamento de uma onda de ataques com drones contra bases americanas localizadas no Bahrein e em outros pontos do Oriente Médio, em uma ação que qualificou de “retaliação” pelas agressões perpetradas pelos Estados Unidos contra diversos enclaves da República Islâmica.

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