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Medida para limitar poderes de guerra de Trump é método de pressão política; veja análise

‘Vemos uma disputa muito grande pelo poder interno dentro dos Estados Unidos’, afirmou entrevistado

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Partido Democrata aprova resolução no Senado limitando poderes de guerra de Donald Trump.
  • Medida prevê fim da guerra sem autorização do Congresso; votação teve 50 a favor e 47 contra.
  • A proposta ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados e pode ser vetada pelo presidente.
  • Analistas veem a resolução como um ato simbólico de pressão política e contestação ao atual governo.

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Após diversas tentativas, o partido Democrata conseguiu aprovar no Senado uma resolução sobre os poderes de guerra de Donald Trump que prevê o fim da guerra, a menos que o presidente tenha autorização do Congresso. O placar final registrou 50 votos a favor — sendo quatro deles vindos de membros do partido Republicano — e 47 contra. Apesar da vitória, ainda há chances de a proposta ser derrubada.

Ela ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Representantes e ainda pode sofrer um provável veto do presidente. Por conta disso, o apoio à medida toma um propósito mais simbólico do que prático, como analisou o pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense) Lier Ferreira no Conexão Record News desta terça-feira (20).


O Senado americano dos EUA se reúne durante a votação relacionada aos poderes de guerra do presidente. Um placar mostra que a medida foi aceita por pouco, com 50 a favor e 47 contra.
Placar final foi acirrado, mas por três votos, a medida conseguiu ser aprovada no Senado e agora passa a ser avaliada pela Câmara Reprodução / Record News

“É um ato de pressão política. Ele significa um esforço do parlamento em retomar o poder constitucional, inclusive, este poder essencial de declarar a guerra”. O especialista aponta que a perda de popularidade do atual líder norte-americano e a série de gastos econômicos que o conflito tem gerado no país motivam os senadores a assumirem tal postura.

“Estamos vendo um conflito que não parece ter um horizonte claro de solução, e os membros do parlamento americano começam a ficar cada vez mais incomodados com os desgastes que isso vem trazendo para o país. [...] Vemos uma disputa muito grande pelo poder interno dentro dos Estados Unidos”, ponderou Ferreira.

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