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Trump diz ser ‘banqueiro’ do Irã e afirma que utilizará economia como estratégia de guerra

Iranianos não conseguem fazer empréstimos e têm o dinheiro controlado pelos EUA, diz presidente americano

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump afirma utilizar estratégias econômicas como parte da guerra contra o Irã, considerando-se o "banqueiro" do país.
  • Trump destaca a inflação de 300% no Irã e a incapacidade do país de pagar seus soldados devido à pressão econômica dos EUA.
  • O presidente dos EUA menciona a possibilidade de retomar ataques militares, mas prefere manter a pressão econômica atual.
  • Trump critica Joe Biden pela diminuição dos estoques de munições dos EUA e compara o uso de reservas de petróleo entre suas gestões.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca Evelyn Hockstein/Reuters -03.08.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que possui diversas estratégias na guerra contra o Irã e que as utiliza simultaneamente, incluindo a pressão econômica durante as negociações de paz. O comentário aconteceu na segunda-feira (10) à noite, em entrevista para a rede Real America’s Voice.

“Não falo sobre estratégias, mas estamos negociando parcialmente, porque eles, iranianos, são ardilosos”, disse o presidente dos EUA.


Trump acrescentou que Teerã já sente os efeitos da pressão econômica e disse se considerar o “banqueiro” do país.

“Eles têm inflação de 300%, a moeda quase não tem valor e não estão pagando seus soldados. Isso não é sustentável. Economicamente, estão uma bagunça. Não conseguem fazer empréstimos e controlamos o dinheiro deles, que é muito. Eu sou o banqueiro deles.


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O republicano também disse que não descarta a possibilidade de retomar ataques militares “muito fortes”, mas que prefere “ir levando” o ambiente atual de guerra de forma “fácil, agradável e relaxada” enquanto a pressão econômica atua.

Trump ainda negou que os estoques norte-americanos de munições e armas estejam se esgotando. O presidente acusou seu antecessor, o democrata Joe Biden, de ser responsável por diminuir os estoques ao fornecer armas para a Ucrânia, mas afirmou que está “repondo rapidamente e em nível recorde”.


“Ninguém fala que Biden deu mais de US$ 300 bilhões em armas para a Ucrânia. Agora, vendemos para a União Europeia e no preço máximo. Eles podem fazer o que quiserem com as armas, até dar para a Ucrânia”, disse, acrescentando que usou “muito pouco” no conflito do Oriente Médio.

Apesar do comentário de Trump, crescem questionamentos sobre a queda nos estoques de munições dos EUA após reportagens revelarem que eles estariam próximos do esgotamento depois de meses de guerra contra o Irã. Nesta semana, o Pentágono pressionou a indústria de defesa americana a produzir armamentos mais rápido.


O republicano também comparou o uso de estoques de petróleo em sua gestão e na de Biden. “Ele levou as Reservas Especiais (SPR, em inglês) ao menor nível da história e usou para eleições. Estoques de petróleo tem que ser utilizados em tempos de guerra” afirmou.

Segundo ele, o fim da guerra no Irã tornaria possível reabastecer as SPR rapidamente quando os preços da commodity caíssem. Os estoques das SPR recuaram a 298,7 milhões de barris na semana passada, no menor nível desde janeiro de 1983, segundo a CNBC.

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