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Turquia multa quatro canais de televisão por transmitirem protestos contra governo

Para manifestantes, os meios mais importantes do país praticam autocensura

Internacional|Do R7

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Logo no início dos protestos, manifestantes criticavam o que chamam de autocensura de alguns meios de comunicação
Logo no início dos protestos, manifestantes criticavam o que chamam de autocensura de alguns meios de comunicação

Os quatro canais de televisão considerados mais próximos da oposição foram multados pelo Conselho Superior de Rádio e Televisão da Turquia (RTÜK) por terem transmitido os protestos no parque Gezi de Istambul, informou nesta quarta-feira (12) o jornal Hurriyet.

O RTÜK garantiu que as multas foram impostas às emissoras por "prejudicarem o desenvolvimento físico, moral e mental das crianças e jovens" devido à transmissão dos protestos em torno do parque Gezi de Istambul.

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As emissoras multadas são: Halk TV, Ulusal TV, Cem TV e EM TV.

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Repressão na Turquia se intensifica sem sinal de conciliação

A Halk TV adquiriu uma popularidade incomum na Turquia por ser a única que informa durante 24 horas sobre a onda de protestos que ocorre no país há quase duas semanas. 

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Já no passado, este canal recebeu uma advertência da RTÜK por exibir um vídeo considerado pelas autoridades como "humilhante" para o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.

O canal tem uma clara linha ideológica kemalista e se considera próximo do Partido Republicano do Povo (CHP), o maior da oposição, mas se tornou popular nos últimos dias por oferecer uma cobertura contínua, quase sempre ao vivo.

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Os grandes canais de notícias 24 horas, no entanto, se tornaram alvo de piada, sobretudo depois que a CNNTürk exibiu, no primeiro dia das revoltas, um documentário sobre pinguins enquanto aconteciam intensas batalhas campais entre os manifestantes e a polícia no centro de Istambul.

Em tom de paródia, o pequeno canal Ulusal TV cortou dias depois a transmissão ao vivo de um discurso de Erdogan para exibir imagens de pinguins.

A simpática ave se transformou no símbolo do que os manifestantes turcos consideram uma flagrante autocensura entre os meios de comunicação mais expressivos do país.

Nos últimos dias, no entanto, a cobertura foi mais contínua e o site do jornal Radikal, propriedade do grupo midiático Dogan Media, alinhado com a oposição, oferece inclusive a imagem de uma webcam ao vivo e durante 24 horas da Praça Taksim, o epicentro dos protestos.

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