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Urnas fecham na Hungria com participação recorde; projeções indicam derrota de Orbán

Pleito registrou mais de 77% dos eleitores votando até 13h30 (horário de Brasília); taxa é a maior desde o fim do governo comunista no país

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Urnas na Hungria fecharam com participação recorde de mais de 77% dos eleitores até 13h30.
  • O pleito é considerado crucial para o primeiro-ministro Viktor Orbán, que busca a reeleição após 16 anos no cargo.
  • Projeções indicam possível vitória do partido Tisza, que pode conquistar entre 131 e 139 assentos no Parlamento.
  • Candidatos se enfrentaram em um cenário de críticas da UE ao governo húngaro e mudanças no equilíbrio de poder no país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

No poder por 16 anos, Viktor Orbán, do Fidesz, disputa eleições contra Péter Magyar, do Tisza Montagem: Lisi Niesner/REUTERS - 12.04.2026; e Reprodução/Instagram @magyar_peter_official_the_man - Arquivo

As urnas na Hungria se fecharam às 14h (horário de Brasília) neste domingo (12), em uma eleição considerada a mais importante da Europa neste ano e vista como um teste decisivo para o primeiro-ministro Viktor Orbán, após 16 anos no poder. O pleito registrou participação recorde, com mais de 77% dos eleitores votando até 13h30, segundo o Escritório Nacional de Eleições — a maior taxa desde o fim do governo comunista no país.

Projeções indicam uma possível mudança significativa no equilíbrio de poder. Um levantamento do instituto Medián, divulgado pela Euro News, afirma que o partido de centro-direita Tisza, de Péter Magyar, teria 55,5% dos votos, ante 37,9% da legenda de direita Fidesz, do conservador Viktor Orbán. O partido de extrema-direita Mi Hazánk aparece com 3,9% no levantamento.


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Em termos de cadeiras, a estimativa também sugere que o Tisza pode alcançar entre 131 e 139 assentos no Parlamento e se aproximar de uma maioria de dois terços, enquanto o Fidesz ficaria com 59 a 67 cadeiras, em um total de 199. Os dados não são de boca de urna tradicional, mas de uma estimativa baseada em pesquisa de grande amostra feita nos últimos três dias.

O país não divulga boca de urna, mas levantamentos de última hora feitos antes do pleito e publicados só após o encerramento da votação chegaram a ter bons graus de acerto em eleições anteriores.


Perfil

Orbán, de 62 anos, é um dos líderes mais longevos da União Europeia e aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O húngaro busca um novo mandato diante do avanço do opositor Péter Magyar. Ambos votaram na capital Budapeste, praticamente no mesmo horário.

“Estou aqui para vencer”, afirmou Orbán, que classificou a campanha como “um grande momento nacional”. A eleição ocorre em meio a críticas de Bruxelas, sede da União Europeia, ao governo húngaro — visto como um dos principais antagonistas do bloco — e a uma trajetória política do primeiro-ministro que passou do liberalismo antissoviético a um nacionalismo próximo da Rússia e admirado pela direita global.

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