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Venezuela deporta à Colômbia 185 imigrantes ilegais e captura 8 paramilitares

Internacional|Do R7

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Caracas, 22 ago (EFE).- A Venezuela deportou neste sábado 185 colombianos imigrantes ilegais e capturou outros oito acusados de serem paramilitares, anunciaram autoridades da faixa fronteiriça fechada desde quarta-feira e desde ontem sob estado de exceção. "Com o apoio do Consulado Geral da Colômbia deportamos pacificamente 185 cidadãos colombianos sem nenhum tipo de documentação" e além disso foram presos oito membros de um "grupo paramilitar colombiano'", declarou à emissora estatal de televisão "VTV" o governador do fronteiriço estado Táchira (oeste), José Vielma Mora. Os paramilitares, dois deles adolescentes, acrescentou Mora, são "promotores do narcotráfico e tráfico de menores" e "presume-se que algum tenha relação com a tentativa de assassinato" dos três soldados e o civil feridos na quarta-feira, fato que foi o detonante para o fechamento da fronteira em Táchira e a declaração de estado de exceção por parte do presidente Nicolás Maduro. O general-de-divisão Temístocles Morantes Torres, chefe militar do Táchira, disse na mesma transmissão da "VTV" desde Táchira que a operação militar e policial com "mais de 2,5 mil" membros da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e corpos de segurança, com o apoio de blindados, foi cumprida em uma zona "invadida". Torres precisou que se tratou de uma revista "casa por casa" em um conjunto de 300 imóveis de quase um total de 2 mil que devem ser revistados nas próximas horas em San Antonio do Táchira. "A abordagem simultânea e cronometrada" após um "isolamento inicial" da zona foi cumprida contra pessoas que "de maneira voluntária deixaram que fossem revisadas", destacou o general. O governador destacou, por sua vez, que na operação participaram promotores, juízes e autoridades da Defensoria Pública que constataram o "bom tratamento" aos civis. "Todos foram tratados como manda a lei" e "em estrito respeito aos direitos humanos", por isso que "não há nenhum tipo de vexame e também de tortura", ressaltou Vielma. Maduro declarou ontem à noite o estado de exceção em Táchira por 60 dias prorrogáveis por um lapso idêntico e fechou "até novo aviso" nessa cidade todos as passagens rumo e desde a Colômbia. EFE arv/ff

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