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Venezuelanos votam para escolher seu novo presidente

Internacional|Do R7

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Os centros de votação foram abertos neste domingo na Venezuela para eleições que vão designar entre novo presidente d país o chavista Nicolás Maduro e o opositor Henrique Capriles, 40 dias depois da morte de Hugo Chávez.

Às 06h (07h30 de Brasília), os mais de 13.000 centros de votação no país começaram a abrir suas portas e em alguns deles já havia filas formadas por eleitores.


"Vamos Comandados quebrar recordes de Participação de nossa Democracia Mobilizada. O Soberano Decidirá o Rumo da Pátria de Bolívar", escreveu Maduro, o favorito nas pesquistas, em seu Twitter.

"Está clareando a manhã na Venezuela...Vamos votar! Esperança, Fé e Coragem!", convocou Capriles em sua conta.


Os dois candidatos votarão em centros da capital. No centro em que Chávez votava, uma escola do bairro 23 de janeiro, Alexander Contreras, um técnico de informática de 21 anos, disse estar sentinod tristeza.

"Estudei aqui e via quando ele votava, mas é preciso seguir adiante para uma vitória contundente", declarou à AFP no pátio da escola, onde o clima de votação era tranquilo.


"Queremos uma mudança. A Venezuela está no chão, em tudo, economicamente, na saúde, na educação", lamentou Mayra Pérez, de 33 anos, esperando sua vez de votar no reduto opositor de Chacao.

As eleições foram marcadas pelo luto dos chavistas e o culto ao presidente falecido e convertido quase numa figura religiosa.


Nicolás Maduro busca o voto baseado em duas armas poderosas: o fato de que Chávez fez dele seu herdeiro político e por dispor da máquina chavista, com uma forte capacidade de mobilização eleitoral.

"Sua campanha foi centrada na mensagem de que ele é o 'filho' do comandante, isso é simbolicamente muito importante, mas também há a mobilização de todos os recursos para garantir o voto, como o uso de ônibus do Estado", afirmou o sociólogo Ignacio Avalos.

Maduro, colaborador fiel de Chávez desde o início da revolução bolivariana, promete continuar com o legado de seu mentor em prol dos mais desfavorecidos e manter seus populares programas sociais custeados pelas rendas petroleiras, apesar dos sintomas de esgotamento desse sistema, o que faz os analistas dispararem os alertas.

Frente ao herdeiro do homem forte que governou a Venezuela desde 1999, Capriles faz sua segunda tentativa presidencial em seis meses.

Governador do estado de Miranda (norte), 40 anos, ele perdeu em outubro passado contra Chávez por 11 pontos, apesar de obter o melhor resultado da oposição contra o presidente carismático, surpreendendo os observadores por conseguir mobilizar em massa seus seguidores e apenas dez dias de campanha.

Capriles aceitou lançar-se de novo à disputa, apesar de seus colaboradores alertarem que ele estava indo 'para o matadouro' - como ele próprio disse - e esse gesto de "valentia política", além de um discurso mais duro e direto buscando desligar Maduro de Chávez, funcionaram bem, segundo Avalos.

A publicação de pesquisas de intenção de voto estão proibidas esta semana na Venezuela, mas as últimas enquetes apontam uma redução considerável da diferença entre Capriles e Maduro, que chegou a ter 20 pontos de vantagem no momento de maior comoção pela morte de Chávez.

Os dois candidatos mantiveram um discurso mais agressivo e esse tom mais elevado evidencia a divisão social que reina no país, alimentada nos últimos anos pelo discurso polarizador de Chávez, que traçou uma linha divisória entre ricos e pobres e decidiu que quem não estava com ele, estava contra ele.

Além disso da reconciliação nacional, o próximo presidente, que governará até 2019, enfrentará o desafio de uma economia totalmente dependente da renda petroleira e atingida pelo déficit público, a inflação, queda violenta da produção, a escassez generalizada e a seca de divisas, fora a insegurança que reina no país, com 16.000 homicídios em 2012, a maior taxa da América do Sul.

Os resultados eleitorais serão anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na noite de domingo, provavelmente umas três horas depois do fechamento da seções às 19H30 (horário de Brasília).

São quase 19 milhões de eleitores em uma população de 28,9 milhões e mais de 140.000 militares velam pela segurança da votação.

Cerca de 170 organizações internacionais se encontram no país para acompanhar o processo eleitoral, entre elas o Centro Carter.

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