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Veteranos são presos sob acusação de trote violento em universidade dos EUA

Polícia fez busca em sede de fraternidade e descobriu trinta calouros trancados no porão, submetidos a condições degradantes

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dois membros da fraternidade Alpha Epsilon Pi foram presos por trote violento na Universidade de Wisconsin-Madison.
  • A polícia encontrou cerca de trinta calouros em condições degradantes, trancados no porão da fraternidade.
  • A fraternidade operava clandestinamente após perder reconhecimento oficial em 2015.
  • O caso está sob investigação, e a universidade e a fraternidade prometeram colaborar com as autoridades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fraternidade clandestina manteve trinta calouros feridos, sem camisa e cobertos de condimentos, presos em um porão abafado
Fraternidade clandestina manteve trinta calouros feridos, sem camisa e cobertos de condimentos, presos em um porão abafado Divulgação/Madison Police Department

Dois integrantes de uma fraternidade ligada à Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, foram presos e acusados de promover trotes violentos.

Acusação não foi por acaso. A polícia local compareceu à sede da fraternidade e encontrou cerca de trinta calouros, que estavam sendo mantidos em condições degradantes dentro do porão.

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Segundo a polícia de Madison, a investigação começou após uma denúncia anônima sobre uma atividade realizada no porão de uma residência usada pela fraternidade Alpha Epsilon Pi (AEPi).

Ao chegarem ao local, os agentes encontraram aproximadamente trinta calouros, a maioria com 18 anos, parcialmente sem roupa, lambuzados com alimentos, condimentos e outros líquidos de origem desconhecida.

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Muitos dos calouros, inclusive, apresentavam lesões visíveis compatíveis com agressões físicas.

As autoridades informaram ainda que o ambiente estava extremamente quente e úmido.

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O termostato da residência estava ajustado para 27°C, agravando as condições do espaço, que foi descrito como sujo e insalubre.

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Dois veteranos, Brayden Klein e Samuel Vane, responsáveis pela fraternidade, ambos de 20 anos, foram acusados de trote violento e perturbação da ordem pública.

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Apesar de terem sido liberados após pagamento de fiança, o caso segue sob investigação.

A fraternidade envolvida havia perdido o reconhecimento oficial da universidade em 2015, mas continuou operando na clandestinidade com o aval da North American Interfraternity Conference (NIC), organização nacional que representa fraternidades dos EUA e Canadá.

Em nota, a University of Wisconsin-Madison afirmou que irá investigar eventuais estudantes envolvidos no episódio.

Já a direção nacional da Alpha Epsilon Pi declarou que trata as acusações com extrema seriedade e que colaborará integralmente com as autoridades.

A entidade afirmou ainda que qualquer membro considerado responsável por conduta criminosa pode e será expulso da fraternidade.

Especialistas que combatem a prática de trotes destacam que fraternidades sem reconhecimento oficial das universidades tendem a representar um risco maior, pois operam sem supervisão institucional.

De acordo com pesquisa do site HazingInfo.org, os Estados Unidos registraram quase 130 mortes relacionadas a trotes desde 2000, com uma média de cinco casos fatais por ano.

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