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Vigilância impediu ataque à bolsa de NY e ajuda a milícia somali, dizem EUA

Internacional|Do R7

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WASHINGTON, 18 Jun (Reuters) - Autoridades de inteligência dos Estados Unidos identificaram nesta terça-feira dois entre mais de 50 casos sigilosos nos quais a espionagem realizada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) teria contribuído para evitar atentados, incluindo um contra a Bolsa de Valores de Nova York.

O outro caso é relativo a uma investigação de lavagem de dinheiro em San Diego para financiar uma milícia somali. O diretor da NSA, general Keith Alexander, informou ao Congresso que apresentará até quarta-feira detalhes sigilosos sobre 50 casos desse tipo.


No caso da Bolsa de Nova York, o diretor-adjunto do FBI, Sean Joyce, disse ao Congresso que a NSA monitorou um "conhecido extremista no Iêmen" e, assim, descobriu que ele estava em contato com Khalid Ouazzani, um vendedor de peças de automóveis em Kansas City. Joyce não citou datas, mas registros judiciais indicam que os fatos ocorreram entre 2008 e 2010.

Com essa informação, disse Joyce, o FBI obteve um mandado judicial especial que lhe permitiu "detectar um nascente complô de atentado a bomba contra a Bolsa de Valores de Nova York". Joyce acrescentou que Ouazzani "havia fornecido informações e apoio a esse complô", mas não citou outros detalhes.


Duas fontes oficiais disseram que a informação levou à prisão, em 2010, de um contabilista de Nova York, Sabirhan Hasanoff, que confessou ter prestado auxílio material à Al Qaeda com relação a esse plano.

Ouazzani também foi preso em 2010 e se declarou culpado de fraude bancária, lavagem de dinheiro e conspiração para prestar apoio material à Al Qaeda. Ele também confessou ter fornecido mais de 23 mil dólares à Al Qaeda em 2007 e 2008.


Segundo sua confissão judicial, Ouazzani discutiu planos com pessoas não identificadas para ajudar a Al Qaeda em combates no Afeganistão, Iraque ou Somália.

Hasanoff e Ouazzani devem ser sentenciados em julho.

(Reportagem de John Shiffman e Mark Hosenball)

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