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Vladimir Putin admite escassez e aumento de preço de alguns medicamentos na Rússia

Apesar de sanções internacionais não abrangerem o setor, remédios são indiretamente afetados pela guerra na Ucrânia

Internacional|Do R7

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião com membros do governo
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião com membros do governo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, admitiu nesta terça-feira (24) a escassez de certos medicamentos nas farmácias russas, assim como o aumento dos preços, apesar de o país estar produzindo mais remédios próprios.

"Os preços no nosso país cresceram ultimamente e houve certa escassez de alguns medicamentos, apesar de estarmos vivenciando um aumento da produção de produtos farmacêuticos", disse o chefe do Kremlin em uma reunião por teleconferência com membros do governo.


Nesse sentido, garantiu que 60% do mercado farmacêutico “já são medicamentos nacionais”, com base no resultado de um controle aleatório em redes de varejo e farmácias.

O presidente russo sustentou ainda que a Rússia não proíbe a importação de medicamentos e que trabalha com fabricantes estrangeiros, dos quais "muitos continuam esta cooperação como de costume".


“Mas alguns deles suspenderam a pesquisa, como vemos, e por isso é muito importante aumentar os nossos próprios esforços”, salientou.

As sanções ocidentais excluem medicamentos e equipamentos médicos, mas a chegada à Rússia é dificultada por barreiras em transporte, seguros e bancos.


O chefe do comitê executivo do movimento pró-governo Frente Popular, Mikhail Kuznetsov, disse que recebe denúncias constantes sobre a impossibilidade de comprar medicamentos que exigem receita, como os antibióticos de marca estrangeira Amoxiclav e Suprax, o antitérmico Nurofen e medicamentos oncológicos como o Tamoxifeno.

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O ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, explicou a Putin que os preços da lista de medicamentos vitais e essenciais aumentaram 1,9% em 2022, enquanto os de outros medicamentos subiram 10%, abaixo da taxa de inflação, 11,94%.

Murashko destacou ainda que a produção russa de remédios aumentou mais de 15% em relação a 2021, conforme indicou o ministro da Indústria e Comércio, Denis Manturov.

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