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Dois ladrões brasileiros invadem agências bancárias em pequenas cidades de Portugal

Os dois criminosos entravam nos locais simulando interesse em abrir uma conta bancária ou em enviar dinheiro para o Brasil

JR na TV|Do R7

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Cada vez mais raros no Brasil, os assaltos a bancos são um problema frequente em Portugal. Dois ladrões brasileiros invadiam agências bancárias em pequenas cidades do país. 

As agências roubadas acumularam prejuízo de meio milhão de euros, o que equivale a quase R$ 3 milhões. Entre 2023 e 2025, foram registrados seis casos, todos em municípios de pequeno porte em Portugal. 

A acusação do Ministério Público português detalha a estratégia da dupla. Os dois criminosos entravam nos locais simulando interesse em abrir uma conta bancária ou em enviar dinheiro para o Brasil. Uma vez lá dentro, armados, eles ameaçavam os funcionários e roubavam os valores, que depois eram enviados ilegalmente ao território brasileiro. 

Por conta da dinâmica dos crimes, os assaltantes passaram a ser chamados pela imprensa portuguesa de "brasukas dos bancos". Akelson Rodrigues e Jhones Souza terminaram condenados pelos roubos. 

O especialista em segurança pública Roberto Uchôa analisa o impacto desses episódios: "Você teve a chegada de muitos brasileiros em Portugal e, infelizmente, como a gente sabe, nem sempre vêm somente pessoas querendo fazer o correto. É algo que mancha a imagem e cria dificuldades para a comunidade brasileira que vive aqui, porque é uma imagem muito ruim que fica." 

O histórico dos criminosos mostra que, há dez anos, Akelson já havia sido preso em Portugal. Em 2022, ele retornou ao Brasil para cumprir o restante de sua pena, mas acabou sendo solto. Não existem informações oficiais sobre o motivo que levou à sua liberação pelas autoridades brasileiras. 

No ano seguinte, o assaltante já estava de volta à Europa. Para conseguir entrar novamente em Portugal, ele utilizou um passaporte adulterado que continha sua foto original, mas estava sob o nome de outra pessoa. As autoridades portuguesas classificaram essa brecha na fiscalização como uma situação inaceitável. 

No processo, tanto Jhones quanto Akelson confessaram a participação em todos os assaltos descritos. A defesa de Akelson não foi localizada para comentar o caso, e Jhones manifestou o desejo de ser transferido para cumprir a pena no Brasil. 

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