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MP quer responsabilizar instituições de MG pela venda de corpos do hospital 'Colônia de Barbacena'

As investigações apuraram que pelo menos 105 corpos foram usados na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em Belo Horizonte, entre 1971 e 1975

JR na TV|Do R7

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O Ministério Público Federal quer responsabilizar instituições de Minas Gerais, além da União, pela venda de corpos de pacientes do antigo hospital "Colônia de Barbacena". O lugar foi o maior manicômio do país. 

As investigações apuraram que pelo menos 105 corpos foram usados na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em Belo Horizonte, entre 1971 e 1975. Além da fundação que mantém a faculdade, o MPF quer que a Justiça condene a Fundação Hospitalar de Minas Gerais, o estado e a União. 

Estão previstos pedidos formais de desculpas, medidas de preservação da memória, regras para o uso de corpos em faculdades e o pagamento de quase R$ 13,7 milhões em danos morais coletivos. A Advocacia-Geral da União e o governo de Minas informaram que ainda não foram intimados ou notificados. A Fundação Educacional Lucas Machado e a faculdade afirmaram que sempre cooperaram com o MPF. 

A Colônia foi o primeiro hospital psiquiátrico de Minas. Aberto em 1903, teve as atividades encerradas oficialmente em maio deste ano. Mais de 60 mil pessoas morreram na unidade, muitas sem diagnósticos psiquiátricos. O documentário "Hospital Colônia, insanidade, tortura e morte", disponível no Record Plus, traz relatos inéditos de ex-pacientes e ex-funcionários. 


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