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Mulas do Tráfico: captura dos criminosos é consequência de complexo trabalho de inteligência da PF

Para escapar dos olhos dos agentes federais, bolsos, fundos falsos e até o próprio corpo serve de esconderijo para pacotes de drogas

JR na TV|Do R7

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Os flagrantes de tráfico de drogas nos aeroportos brasileiros não acontecem por acaso. A captura dos criminosos é consequência de um complexo trabalho de inteligência da Polícia Federal. No vai e vem do Aeroporto Internacional de São Paulo, as mulas do tráfico se camuflam em meio aos milhares de passageiros. Objetivo: levar cocaína para o continente africano.   

Para escapar dos olhos dos agentes federais, bolsos, fundos falsos. O próprio corpo também serve de esconderijo para pacotes de drogas. Na maioria dos casos, as prisões realizadas pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo são resultado de um trabalho de inteligência que analisa o histórico e o perfil econômico do passageiro, informações sobre quem pagou a passagem e tempo de viagem. Pistas que ajudam a revelar quem são as mulas do tráfico.  

No centro de detenção provisória II de Guarulhos, a equipe encontra um sul africano que prefere não mostrar o rosto. James foi flagrado quando levava dez quilos de cocaína escondidos de uma forma nunca vista pela polícia brasileira: "Abriram minha mala e encontraram 28 caixas com peças de carro. Eles só não entenderam por que eu levava tantas peças e que ali estavam as drogas". Foi preciso martelar as peças automotivas para encontrar a droga. A criatividade do esconderijo apareceu até na sentença lida pelo juiz do caso de James.  

No julgamento disseram que a forma de esconder a droga foi sofisticada e nunca tinham visto esse método antes. Os estrangeiros representam 26% dos presos no Aeroporto de Guarulhos por tráfico de drogas. 

No caso de James, o tráfico pareceu uma oportunidade de recuperar dinheiro rápido depois de ser vítima de um assalto em casa: "Eu agarrei uma oportunidade de me reerguer, depois do que aconteceu comigo, mas segui o caminho errado e hoje vejo que a decisão que tomei foi muito errada". Na reportagem de amanhã (22), as dificuldades que as mulas do tráfico enfrentam quando são presas e julgadas em país estrangeiro. 

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