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Sessão do STF que decide se Moraes pode ser investigado começa com ministros decidindo não votar

Sessão do STF sobre investigação de Alexandre de Moraes é marcada por conflitos e pedidos de redistribuição

JR na TV|Do R7

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A sessão do Supremo que decide se Alexandre de Moraes pode ser investigado começou com dois ministros decidindo não votar. E, logo na sequência, bate-bocas e trocas de acusações. 

Na abertura, o presidente da Corte, Edson Fachin, fez uma defesa do Supremo. Nunes Marques se declarou impedido, enquanto Dias Toffoli alegou suspeição por motivo de foro íntimo. Ex-relator do caso Master, Toffoli já havia se declarado suspeito após as investigações apontarem negócios envolvendo a venda de sua participação em um resort no Paraná com Daniel Vorcaro. 

Flávio Dino e Gilmar Mendes criticaram Fachin por assumir relatorias de processos que estavam com André Mendonça. Dino questionou a concentração de poder e afirmou: “Em nenhum tribunal do país, nenhum, não é só no Supremo, um presidente pode destituir um relator”. Gilmar falou em “inequívoco viés eleitoral” na condução do caso, sendo chamado de “leviano” por Mendonça. 

Moraes e Mendonça também trocaram acusações. Moraes mencionou supostas tentativas de incluir seu nome em uma delação de Vorcaro e afirmou que a iniciativa estaria ligada a um grupo político. Ao fim, Dino propôs unificar as análises dos casos contra Moraes e Mendonça e pediu a redistribuição do processo. A sessão foi interrompida por causa do horário eleitoral. 


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