Acusado de matar sargento Roger Dias participa hoje de audiência em Belo Horizonte; laudo descartou insanidade
Defesa e a acusação indicaram dez testemunhas que devem ser ouvidas; réu participará por videoconferência
Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Acontece, na manhã desta quarta-feira (19), a audiência de Welbert de Souza Fagundes, acusado de matar o sargento da Polícia Militar Roger Dias da Cunha, em janeiro de 2024.
O réu está preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, no Norte de Minas, e participará da sessão por videoconferência.
A audiência será realizada no 2º Tribunal do Júri Sumariante de Belo Horizonte, na Avenida Augusto de Lima, no bairro Barro Preto. A defesa e a acusação indicaram dez testemunhas que devem ser ouvidas.
Laudo pericial descartou insanidade
O processo avançou após a conclusão de um laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML), divulgado em janeiro deste ano, que descartou a hipótese de insanidade mental de Welbert. O exame concluiu que o acusado tinha plena capacidade de entendimento e consciência dos atos praticados.
Segundo o documento assinado pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, a perícia foi realizada no Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, em Barbacena, e apontou que Welbert teria tentado simular um problema mental durante a avaliação. Os peritos relataram ainda uma tentativa de manipulação do exame.
Defesa alegou crise mental
A defesa do acusado chegou a afirmar, em novembro de 2024, que Welbert havia sofrido uma crise mental durante atendimento médico no hospital. Segundo a versão apresentada, ele teria quebrado um consultório e tentado arremessar um computador contra um médico.
Com a rejeição da tese de insanidade, Welbert responde pelo crime de homicídio qualificado.
Comparsa condenado
Na semana passada, no dia 14 de agosto, Geovanni Faria de Carvalho, acusado de participar da ação que resultou na morte do policial Roger Dias, em janeiro de 2024, e acusado de tentar matar outros quatro policiais militares, foi condenado a 13 anos e sete meses de prisão.
O homem está preso desde a data do crime.
Relembre o caso
Na noite do dia 5 de janeiro de 2024, o sargento Róger Dias da Cunha e outros militares perseguiam dois suspeitos de roubo a veículo. Segundo a PM, Welbert Souza Fagundes, então com 25 anos, e Giovanni Faria de Carvalho, aos 33 anos, perderam o controle da direção do veículo e bateram o carro em um meio-fio. Os dois, então, fugiram correndo. Câmeras de segurança registraram a ação.
Durante a perseguição, Welbert Fagundes atirou contra Dias, que foi atingido na cabeça. O sargento foi internado em estado grave no Hospital João 23, no Centro da capital mineira. Ele teve a morte confirmada dois dias depois.
Fagundes, que foi baleado na perna, chegou a ser internado no Hospital Risoleta Neves sob escolta policial. Pouco depois, a Justiça de Minas Gerais converteu a prisão dos dois suspeitos para preventiva. Na época do crime, Fagundes usufruía do benefício de saída temporária e deveria ter voltado para a penitenciária no dia 23 de dezembro.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp


















