Minas Gerais Análise do esgoto de BH estima em 450 mil os infectados por covid-19

Análise do esgoto de BH estima em 450 mil os infectados por covid-19

Estudo feito pela UFMG e outros órgãos indica que BH pode ter 450 mil infectados; pesquisadores acreditam que número pode continuar crescendo

Pandemia da covid-19 em BH pode se agravar

Pandemia da covid-19 em BH pode se agravar

Reprodução / Record TV Minas

O último boletim de monitoramento do esgoto em Belo Horizonte divulgado nesta sexta-feira (6) pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indica que cerca de 450 mil pessoas podem estar infectadas pela covid-19 na capital mineira. Isso é cerca de um quinto da população da capital mineira.

O estudo, realizado em parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e diversos outros órgãos estaduais, aponta que o número de infectados vem crescendo nas últimas semanas. Nas primeiras semanas de outubro, a estimativa era de que entre 80 mil e 100 mil moradores de BH poderiam estar com o novo coronavírus.

A estimativa atual, de 450 mil infectados, é referente à análise da rede de esgoto realizada entre os dias 19 e 23 de outubro. O número é cerca de 9 vezes maior do que o total de casos confirmados na capital, que é 49.038, mas ainda é bem menor do que o recorde registrado em julho, que estimou em 850 mil o número de infectados pelo vírus em Belo Horizonte.

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De acordo com os pesquisadores, o resultado aponta para um “potencial aumento de circulação do vírus e, consequentemente, novo agravamento da pandemia em Belo Horizonte”. Ainda segundo os especialistas, há a expectativa de que o número seja ainda maior no próximo boletim.

Transmissão em BH

Nesta semana, a taxa de transmissão da covid-19 em Belo Horizonte voltou a “fase amarela” após cerca de 21 dias. A alta acontece cerca de três semanas o feriado de 12 de outubro. Os pesquisadores envolvidos no estudo apontam que uma das possíveis explicações para o aumento na presença do novo coronavírus na rede de esgoto da capital são “a retomada das atividades do setor de serviços” e as aglomerações, “especialmente em ambientes fechados”.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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