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Após 100 dias, Justiça pode tornar promotor réu por feminicídio

Órgão Especial decide, hoje, se aceita a denúncia do MP contra André Luís Garcia de Pinho, acusado de matar esposa

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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Promotor pode virar réu por morte de esposa
Promotor pode virar réu por morte de esposa

O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) decide, nesta quarta-feira (11), se aceita ou não a denúncia de feminicídio contra o promotor de Justiça, André Luís Garcia de Pinho, preso há quatro meses suspeito de matar a esposa, Lorenza Maria Silva de Pinho.

O processo está na pauta do Órgão Especial do TJ, que reúne os 13 desembargadores mais antigos e outros 12 desembargadores eleitos e a relatoria é da desembargadora Márcia Milanez. 

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A denúncia foi feita pelo próprio MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) no último dia 30 de abril. Os investigadores acusaram o promotor de feminicídio por motivo torpe, meio cruel e que dificulta a defesa da vítima. Os peritos apontaram que ele intoxicou e asfixiou Lorenza Maria Silva de Pinho, aos 41 anos, no apartamento de luxo onde moravam com os cinco filhos, na região Oeste de Belo Horizonte.

Nas últimas semanas, tanto o Tribunal de Justiça como o STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitaram pedidos da defesa de André Luís Garcia de Pinho para que ele fosse julgado na primeira instância.

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Devido ao cargo de promotor, ele tem prerogativa de função e só pode ser julgado pelo TJMG.

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Relembre o caso

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Lorenza morreu aos 41 anos, no dia 2 de abril, no apartamento da família, no bairro Buritis, região Oeste de Belo Horizonte. Os cinco filhos do casal, com idades entre 2 e 16 anos, estavam no imóvel, mas dormiam no momento.

No dia da morte, Pinho afirmou que a companheira havia se engasgado enquanto dormia sob efeito de remédios e álcool.

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A ambulância de um hospital particular foi acionada e os médicos Itamar Gonçalves Cardoso e Alexandre de Figueiredo Maciel atestaram o óbito “pneumonite, devido a alimento ou vômito, e autointoxicação por exposição intencional a outras drogas”, o que reforçava a versão apresentada pelo promotor.

O corpo de Lorenza foi levado diretamente para uma funerária contratada pela família. No entanto, no dia seguinte, a Polícia Civil determinou que ele fosse encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal), para perícia, onde ficou por 11 dias. A medida foi tomada após a família da Lorenza questionar as causas da morte. Lorenza foi enterrada em Barbacena.

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